
Fabiano Gomes do Nascimento foi condenado a 18 anos e nove meses de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-esposa, Verônica Mendes de Lima Gomes. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (11), no 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa, sob a presidência do juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior.
Durante a sessão, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) defendeu a condenação do réu por feminicídio qualificado. A defesa, por sua vez, sustentou a desclassificação do crime para homicídio culposo ou, alternativamente, pediu clemência dos jurados e a exclusão das qualificadoras.
Após a votação, o Conselho de Sentença rejeitou as teses defensivas e reconheceu a prática de feminicídio qualificado, nos termos da pronúncia. Em trecho da sentença, o magistrado destacou a gravidade da conduta.
“O réu agiu com intensa reprovabilidade ao praticar o fato qualificadamente, demonstrando a intensidade do dolo. Ademais, houve premeditação, pois ele foi ao encontro da vítima armado, o que exige resposta penal mais severa”, registrou o juiz.
A pena deverá ser cumprida no Presídio Hitler Cantalice.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 8 de janeiro de 2024, por volta das 8h30, nas proximidades do Hospital Napoleão Laureano, no bairro Jaguaribe, em João Pessoa. Fabiano Gomes atirou contra a cabeça da ex-esposa e fugiu em seguida para Campina Grande.
Conforme os autos, o casal manteve um relacionamento por cerca de 20 anos e estava separado desde 2020. Mesmo após o término, ainda mantinham contato em razão de bens em comum e da guarda compartilhada.
No dia do crime, o réu havia saído de Itaporanga, no Sertão paraibano, para consultas médicas na Capital. Ao se encontrar com a ex-companheira, os dois discutiram após ele afirmar ter recebido um vídeo que mostraria a vítima se relacionando com outra pessoa. Durante a discussão, ele sacou a arma de fogo e efetuou o disparo.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Marcus Leite destacou que o réu tinha histórico de comportamento violento e ameaçava a vítima com frequência, inclusive após o término do relacionamento.
Segundo o representante do MPPB, em uma ocasião, quando Verônica manifestou o desejo de oficializar o divórcio, ele teria afirmado que a mataria caso o documento chegasse para assinatura. Também houve relatos de ameaças relacionadas a pedidos de dinheiro.
O Ministério Público sustentou que o crime foi praticado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e no contexto de violência doméstica e familiar, configurando feminicídio qualificado. Os jurados acolheram as qualificadoras apresentadas pela acusação.
Para o promotor, a condenação representa uma resposta da sociedade à violência contra a mulher. “O resultado do julgamento demonstra o grau de reprovação ao feminicídio”, afirmou.
Por Patos Online
Com informações do TJPB e MPPB
Tráfico de drogas Mulher é presa com droga escondida em bolsa de criança durante abordagem em ônibus no Vale do Piancó
Tráfico de drogas Mulher é presa por tráfico de drogas durante ação da PM em Itaporanga
Direção perigosa PM flagra adolescente de 14 anos em direção perigosa durante rondas no Vale do Piancó
Tráfico de drogas Polícia Militar apreende drogas e motocicleta adulterada após denúncia em Itaporanga
Inquérito Polícia Civil conclui inquérito e aponta homicídio em morte de comerciante em panificadora de Itaporanga; companheira foi indiciada
Armas apreendidas Polícia Militar apreende dois revólveres e prende casal após investigação de tentativa de homicídio em Itaporanga
Assassinato Homem é morto a tiros neste domingo (21), em Itapetim-PE; crime será investigado pela Polícia Civil
Violência Homem tenta matar companheira e tira a própria vida na zona rural de Itaporanga
Estado grave Vítima de agressão em bar de Itaporanga segue em estado gravíssimo no Hospital de Trauma de Campina Grande Mín. 23° Máx. 31°