
Um caso ocorrido em Patos, no Sertão da Paraíba, chamou a atenção para os impactos do uso excessivo de telas entre adolescentes. Segundo reportagem do Portal Polêmica Patos, um jovem de apenas 14 anos teve um surto após ficar sem acesso à internet, agrediu os próprios pais e precisou ser contido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo posteriormente sedado.
A situação, considerada grave, levanta um alerta sobre a crescente dependência digital entre crianças e adolescentes. O comportamento agressivo do jovem, segundo relatos, ocorreu após a interrupção do acesso à internet, evidenciando sinais de abstinência semelhantes aos observados em outros tipos de vício.
De acordo com o psicanalista Francisco Almeida, em contato com a jornalista Wânia Nóbrega, da Rádio Espinharas FM, o fenômeno da digitalização tem impactado profundamente a vida das pessoas em todas as faixas etárias. “Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos estão cada vez mais imersos nas telas. Jogos online, redes sociais, vídeos curtos e outros mecanismos acabam sequestrando a atenção e criando uma dependência silenciosa”, explicou.
Ainda segundo o especialista, as consequências desse cenário são preocupantes e podem evoluir para quadros mais graves. “Estamos presenciando um aumento significativo de casos de agressividade, automutilação e até atentados contra a própria vida ou a de terceiros. É uma realidade urgente e que precisa ser discutida com seriedade”, alertou.
Francisco Almeida também destaca a dificuldade enfrentada por muitos pais em controlar o acesso precoce dos filhos ao ambiente digital. “As crianças estão entrando cada vez mais cedo nesse universo, o que favorece a dependência. Quando os pais tentam intervir, muitas vezes já é tarde, e a reação pode ser extrema”, pontuou.
O especialista reforça que a prevenção é o caminho mais eficaz. Estabelecer limites desde cedo, acompanhar o uso de dispositivos e dar o exemplo dentro de casa são medidas fundamentais. “Os próprios pais também precisam rever seus hábitos. Muitas vezes cobram dos filhos aquilo que não praticam”, disse.
Por fim, ele orienta que, ao identificar sinais de dependência, é essencial buscar ajuda profissional. “Psicólogos estão preparados para lidar com essa situação de forma equilibrada, evitando consequências mais graves. Cuidar da saúde mental é indispensável nesse contexto”, concluiu.
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