
O novo prefeito de Patos, Jacob Souto, terá dois anos e meio de mandato até a sucessão eleitoral de 2028 e quase dois anos e nove meses até 31 de dezembro de 2028, quando terminará o mandato conquistado pelo ex-prefeito Nabor Wanderley nas eleições de 2024.
A mudança de comando na Prefeitura de Patos inevitavelmente faz pensar em 2028, ao mesmo tempo em que se questiona como será a desenvoltura de Jacob na chefia do Executivo patoense até lá e se ele chegará em boas condições para disputar a reeleição e governar a cidade até 2032.
Imaginar o tamanho político de Jacob hoje e como será em 2028 é, em grande parte, um exercício de projeção. Ainda assim, é possível afirmar que é natural que ele chegue à condição de candidato à reeleição com sua base pouco ampliada, mas ainda bastante dependente de um alinhamento bem-sucedido com o grupo Motta para obter êxito em um eventual novo pleito.
Isso porque, até lá, muitos fatores irão influenciar esse cenário, a exemplo do resultado das eleições de 2026, do andamento das ações administrativas da gestão Jacob e da forma como se dará sua relação com a Câmara Municipal de Patos — fator que já foi determinante para o desgaste de prefeitos anteriores, como Sales Júnior, Bonifácio Rocha e Ivanes Lacerda, que, sem a mesma força política de nomes como Nabor Wanderley ou Dinaldo Wanderley, enfrentaram grandes dificuldades na relação com o Legislativo e governaram sob constantes embates.
Manter uma boa relação política e contar com o apoio de Nabor Wanderley e Hugo Motta, ao meu modo de ver, será fundamental para a gestão de Jacob Souto, tanto para evitar desalinhamentos com a Câmara de Patos quanto para garantir estabilidade junto a setores importantes da administração e à opinião pública do município.
Particularmente, acredito em mudanças pontuais na gestão de Jacob Souto, que tende a iniciar como um governo de continuidade ao modelo de Nabor IV, mas que, aos poucos, deverá imprimir sua própria marca, com ajustes gradativos. Uma mudança radical poderia comprometer a estrutura de secretarias estratégicas e exigiria a nomeação de novos gestores, o que, neste momento, não parece ser o cenário.
Na prática, a paciência para acompanhar os acontecimentos ao longo desse período será essencial para que a sociedade patoense compreenda o estilo de gestão de Jacob Souto, bem como sua trajetória política e os possíveis ganhos e desgastes que a condução da Prefeitura de Patos poderá lhe trazer.
Por Genival Junior - Patos Online
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