
A Seleção Brasileira tem a oportunidade de aliviar a pressão na Copa do Mundo de 2026 ao enfrentar, nesta sexta-feira (18), o Haiti, 85ª colocado no ranking atualizado da Fifa, a pior posição entre os participantes desta edição do Mundial.
A partida pela segunda rodada do grupo C será no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30 (de Brasília). TV Globo, SBT, SporTV, CazéTV (YouTube), Ge TV (YouTube) e N Sports transmitem o jogo.
Após empatar com o Marrocos na estreia, tendo sido dominado por boa parte do jogo, o Brasil do técnico Carlo Ancelotti passou por dias de cobranças internas e externas, seja da imprensa ou da torcida.
Por isso, o treinador italiano deve promover mudanças, mas não aquelas que os torcedores clamam nas redes sociais. Neymar, vale reforçar, nem viajou para a Filadélfia, focado na fase final de recuperação da lesão na panturrilha.
"Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Errar menos passes. Temos a qualidade para fazê-lo, ter um jogo de entretenimento, temos jogadores de força e potência. O pensamento potencial é de fazer melhor. E temos que fazer melhor" - Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, na coletiva pré-jogo.
"Algumas mudanças vamos fazer, vou colocar alguns jogadores que estão mais frescos que outros", admitiu Ancelotti, que, assim como na estreia, não quis adiantar a escalação na véspera do jogo contra o Haiti.
A tendência é que a Seleção Brasileira venha com três trocas no time titular. O lateral-direito Danilo, o volante Fabinho e o atacante Matheus Cunha substituiriam Ibañez, Casemiro e Igor Thiago, respectivamente.
Há, também, a possibilidade de Luiz Henrique entrar no lugar de Lucas Paquetá, o que traria de volta o esquema 4-2-4, preferido de Ancelotti desde que assumiu a Seleção.
Muito pedido pela torcida, o jovem atacante Endrick, que nem sequer entrou no segundo tempo contra o Marrocos, deve ter que esperar mais um pouco para ter sua chance como titular.
"Temos que colocar Endrick no momento correto (risos). Vamos esperar um pouco. Vai ser importante. Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, algo que o Igor Thiago tem. Ele é forte, é muito agressivo. Endrick não é nem um, nem outro. Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo" - Carlo Ancelotti, sobre Endrick.
A expectativa por um placar elástico contra o Haiti vai além do ranqueamento ruim da seleção caribenha. O histórico também aponta para isso: em três jogos, o Brasil venceu o adversário por 4 a 0, 6 a 0 e 7 a 1.
É bem verdade que o momento de ambos é outro. O Haiti fez jogo duro na estreia contra a Escócia. Perdeu por 1 a 0, mas chegou a flertar com o empate, que daria o primeiro ponto haitiano na história das Copas.
O placar elástico seria fundamental para a Seleção Brasileira ficar em boa situação, visando a liderança final do grupo C. Afinal, se tudo correr como o esperado, a disputa com Marrocos seria no saldo de gols — os africanos enfrentam a Escócia às 19h (de Brasília).
Em coletiva na antevéspera da partida, porém, o experiente lateral Danilo evitou falar em goleada.
"Falar de quantos gols, isso realmente é uma expectativa muito elevada e uma falta de respeito, eu diria, com aquilo que é o futebol de hoje em dia. A maneira de quebrar isso, meu amigo, nós não podemos esperar a bola no pé. A partir do momento que libere o jogador entrelinhas, atacar a profundidade, movimentos cruzados, jogar a bola pra fora e cruzar, encher a área, essa é a nossa maneira de demonstrar pro nosso torcedor que a gente quer realmente o resultado, entendeu?" - Danilo, lateral da Seleção Brasileira.
Fonte: CNN Brasil
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