
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Viga Mestra, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos firmados pelas prefeituras de Cacimbas e Desterro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. As diligências ocorrem nos municípios de Desterro, Patos e João Pessoa.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de direcionamento em processos licitatórios realizados pelos municípios investigados, com possível favorecimento a empresas do setor da construção civil que atuam no estado da Paraíba.
De acordo com os levantamentos feitos pela PF e pela CGU, as empresas investigadas receberam mais de R$ 33 milhões entre os anos de 2018 e abril de 2026 em contratos celebrados com as prefeituras sob investigação.
Parte significativa desses recursos seria oriunda de verbas federais destinadas a áreas essenciais, como saúde e educação, incluindo recursos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
As apurações indicam ainda que as empresas foram contratadas repetidamente pelos municípios, inclusive por meio de dispensas de licitação.
Conforme a Polícia Federal, também foram identificados indícios de utilização de “laranjas” e interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos públicos.
As autoridades apontam movimentações financeiras consideradas atípicas entre os investigados, incluindo transferências frequentes, saques em espécie e circulação de valores incompatíveis com a renda oficialmente declarada.
Esses elementos levantam suspeitas da prática de lavagem de dinheiro associada ao esquema investigado.
Segundo a Controladoria-Geral da União, há indícios de simulação de competitividade nos processos licitatórios, além de possíveis irregularidades na execução dos contratos firmados entre as empresas e os municípios investigados.
A operação desta quinta-feira busca reunir novas provas que possam fortalecer as investigações e identificar a participação de outros envolvidos no esquema.

Até o momento, a Polícia Federal e a CGU não divulgaram nomes dos investigados nem detalhes sobre os contratos específicos sob apuração.
Os fatos seguem sendo investigados pelos órgãos federais.
O Patos Online deixa o espaço aberto para a posicionamento das duas prefeituras citadas nas investigações. E-mail: [email protected].
Por Patos Online
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