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Policial MANDADO DE PRISÃO

Mulher investigada por furto de tablets em escola de Patos é presa preventivamente

Suspeita é investigada por participar do furto, agredir policiais durante as investigações, atacar uma testemunha e tentar intimidá-la para atrapalhar o andamento do inquérito.

11/07/2026 às 17h26 Atualizada em 11/07/2026 às 17h42
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

A Justiça manteve a prisão preventiva de uma mulher de 32 anos, identificada pelas iniciais K.C.A., investigada por participação no furto de tablets de uma escola da rede municipal de ensino de Patos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (11), após o cumprimento do mandado de prisão pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos.

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A suspeita, que é servidora efetiva do município, foi presa nesta sexta-feira (10), na comunidade Beiral, no bairro São Sebastião, Zona Leste da cidade. De acordo com o delegado Thitto de Amorim, a medida cautelar foi requerida em razão da conduta da investigada durante o andamento das investigações, que, segundo a Polícia Civil, passou a comprometer a regularidade do inquérito.

Conforme explicou o delegado em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, do Portal Pabhlo Notícias, além de ser apontada como participante do furto de um dos tablets da unidade escolar, a mulher teria desacatado e agredido policiais civis durante diligências realizadas no mês de junho.

"Em um primeiro momento, durante as diligências, ela desacatou e agrediu os policiais, sendo necessário o uso moderado da força para contê-la. O episódio resultou em lesões corporais em dois agentes da nossa delegacia", afirmou.

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Conforme apurado pelo Patos Online, a investigada foi presa em flagrante no dia 10 de junho enquanto prestava declarações na delegacia. Na ocasião, ela passou a alterar a voz e gritar, proferindo palavras de baixo calão e avançando contra uma agente feminina. Diante do flagrante, foi enquadrada pelos crimes de resistência, desobediência e desacato. Entretanto, no dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória, acolhendo parecer do Ministério Público, que entendeu não estarem presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva naquele momento.

Novos fatos motivaram a prisão preventiva

Segundo a Polícia Civil, após ser colocada em liberdade, a investigada passou a adotar novas condutas que motivaram o pedido de prisão preventiva.

Durante as festividades juninas, ela teria localizado a principal testemunha do caso no Terreiro do Forró e a agredido fisicamente. Já nesta semana, um novo boletim de ocorrência foi registrado relatando que a suspeita estaria perseguindo e ameaçando a mesma testemunha.

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De acordo com o delegado Thitto de Amorim, em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, as ações tinham o objetivo de intimidar a denunciante e dificultar o andamento das investigações.

Além disso, segundo a autoridade policial, há elementos informativos que apontam a participação direta da mulher na subtração de um dos tablets pertencentes à escola municipal, modelos Galaxy Tab A9+.

Audiência de custódia

Durante a audiência de custódia realizada na tarde deste sábado, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que a investigada possui filhos e problemas de saúde. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo juiz plantonista.

Na decisão, obtida pelo Patos Online, o magistrado esclareceu que a audiência de custódia, em casos de cumprimento de mandado de prisão, limita-se à verificação da legalidade da prisão e de eventual ocorrência de maus-tratos, não sendo competente para revisar ou substituir a medida cautelar decretada pelo juízo responsável pelo processo.

O juiz também observou que os filhos da investigada permanecem sob os cuidados dos avós, afastando, naquele momento, risco de desassistência, e destacou que os documentos médicos apresentados consistiam apenas em receituários, sem laudos que demonstrassem a impossibilidade de tratamento no sistema prisional.

Com isso, foi determinada a manutenção da prisão, o imediato comunicado ao juízo responsável pelo processo e o encaminhamento da investigada ao Presídio Feminino de Patos, onde permanecerá à disposição da Justiça.

As investigações sobre o furto dos tablets continuam sendo conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Patos.

Por Patos Online

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