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Policial NO SERTÃO

Pastor denuncia intolerância religiosa durante abordagem da PM em Cajazeiras; Corporação diz que prisão foi motivada por denúncia de poluição sonora

Religioso afirma ter sido algemado após questionar a conduta de um policial durante culto; Polícia Militar diz que ocorrência foi motivada por denúncia de poluição sonora e apura o caso

16/07/2026 às 19h50
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

O pastor evangélico Leonardo Silva denunciou ter sido vítima de intolerância religiosa durante uma abordagem da Polícia Militar realizada na noite da última terça-feira (14), em uma igreja localizada na zona norte de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. O caso ganhou grande repercussão e levou o comandante-geral da corporação, coronel José Ronildo, a determinar a abertura de uma investigação interna para apurar a atuação dos policiais.

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Segundo relato do pastor ao g1, ele ministrava um culto por volta das 20h quando duas viaturas da Polícia Militar chegaram ao local após uma denúncia de perturbação do sossego por causa do volume do som.

"Chegaram duas viaturas da Polícia Militar quando eu estava no púlpito pregando, no altar. Um irmão da igreja me chamou e informou que a polícia estava do lado de fora. Desci do altar e eles disseram que havia uma denúncia de som alto", relatou.

Leonardo afirmou que a igreja reduziu o volume do som, mas a situação se agravou após uma fiel questionar a abordagem policial.

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De acordo com o pastor, a mulher comentou que, se o barulho viesse de um paredão de som com músicas não religiosas, dificilmente haveria reclamações. Ainda segundo ele, um dos policiais respondeu dizendo: "Saia daqui, Satanás."

O religioso afirmou que, ao presenciar a situação, pediu ao policial que não tratasse a fiel daquela maneira, alegando que ela não havia cometido qualquer ofensa.

"Eu disse que ela não tinha falado nada demais e pedi que ele não falasse daquela forma com ela. Em seguida, o policial perguntou se eu queria ser preso", contou.

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Ainda conforme Leonardo Silva, ao questionar o motivo da prisão, ele foi algemado e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras, sendo liberado pouco tempo depois.

O que diz a Polícia Militar

O comandante do batalhão da Polícia Militar em Cajazeiras, coronel Hugo, informou que a ocorrência teve início após uma denúncia de poluição sonora e afirmou que o Comando-Geral da corporação acompanha o caso.

Já o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel José Ronildo, afirmou, em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta quinta-feira (16), que determinou a instauração de uma sindicância para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

Segundo o comandante, o relato recebido pela corporação aponta que a guarnição foi acionada por uma moradora que reclamava de perturbação do sossego e que, ao chegar ao local, constatou som em volume considerado abusivo.

Ainda conforme a versão apresentada pela Polícia Militar, durante o atendimento da ocorrência teria ocorrido um suposto desacato contra um dos policiais.

"A guarnição foi acionada por uma vizinha que reclamava de perturbação do sossego e constatou som abusivo. No decorrer da ocorrência, segundo o relato recebido pelo comando, houve um suposto desacato ao sargento, que deu voz de prisão ao pastor. Como ele teria resistido, foi necessário o uso de algemas para a condução à delegacia", afirmou o coronel José Ronildo.

O comandante-geral ressaltou, entretanto, que a versão apresentada pelo pastor também será analisada durante a investigação.

"Determinei ao comandante do batalhão que instaurasse uma sindicância para fazer uma apuração mais aprofundada de todos os fatos, ouvindo as duas partes, testemunhas e quem estava presente, para que a Polícia Militar tenha um posicionamento baseado no que realmente aconteceu."

A apuração interna deverá ouvir policiais, testemunhas e demais pessoas presentes no culto para esclarecer a dinâmica da ocorrência e verificar se houve eventual excesso na atuação da guarnição. Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado pelo Comando-Geral da Polícia Militar da Paraíba.

Por Patos Online

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