
O combate ao crime organizado precisa passar também pelo enfrentamento de suas fontes de financiamento. Essa foi a principal mensagem do senador Efraim Filho (PL-PB) durante debate sobre o mercado ilegal de combustíveis, promovido pelo portal Poder360, nesta quarta-feira (12), em Brasília.
De acordo com o senador, a infiltração de organizações criminosas em setores estratégicos da economia transformou a sonegação fiscal, as fraudes e o uso de empresas de fachada em uma questão de segurança pública nacional. “Essa pauta deixou de ser um debate puramente técnico ou tributário. O que está em jogo aqui é a segurança pública nacional”, afirmou Efraim durante a sua palestra.
O senador destacou a utilização de empresas e postos de combustíveis em esquemas de fraude e lavagem de dinheiro e defendeu uma atuação mais rigorosa do Estado para retirar do mercado negócios utilizados como instrumentos do crime organizado.
Relator da legislação que estabelece regras específicas para o devedor contumaz, Efraim ressaltou que a medida busca impedir que a inadimplência tributária deliberada e estruturada seja utilizada como modelo de negócio, atacando diretamente o poder econômico das organizações criminosas. “Se queremos combater o crime organizado de verdade, precisamos também cortar suas fontes de financiamento”, sintetizou.
Efraim, pré-candidato ao governo da Paraíba pelo PL, também defendeu uma ação coordenada entre Congresso Nacional, Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Agência Nacional do Petróleo, Ministério da Justiça, secretarias estaduais de Fazenda e órgãos de inteligência. “Se a informação não fluir em tempo real, o crime acha a brecha”, alertou.
Na avaliação do senador, combater a criminalidade não significa apenas prender integrantes de organizações criminosas, mas também impedir que elas utilizem empresas, mercados e mecanismos financeiros para transformar dinheiro ilícito em poder econômico. “Sou realista para enxergar o tamanho da ameaça e da audácia do crime organizado, mas estou esperançoso e combativo para garantir que, com leis fortes e instituições unidas, nós vamos limpar esse mercado e devolver a competitividade a quem produz com honra no Brasil, garantindo também tranquilidade à população”, concluiu.
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