
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27/8), durante sabatina no Jornal Nacional, que não conhece a lobista Roberta Luchsinger e disse nunca ter conversado com ela. Após a declaração, adversários políticos do petista resgataram nas redes sociais registros fotográficos em que Roberta aparece ao lado de Lula.
“Só faltou ela dizer que eu ofereci a ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha, o Itamaraty. É de uma imbecilidade. Eu não conheço essa moça, eu nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, afirmou o petista.
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Uma das imagens resgatadas mostra Roberta ao lado de Lula e Janja, em 2022. O registro foi publicado pela própria lobista nas redes sociais à época. Em 27 de outubro de 2023, ela também compartilhou uma foto ao lado do petista para felicitá-lo pelo aniversário de 78 anos.
A declaração de Lula passou a ser explorada por adversários que disputam a Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) já haviam criticado o presidente por causa das investigações envolvendo Roberta e pessoas do entorno do petista.
De acordo com investigações da instituição, Lulinha é apontado como sócio oculto de negócios da lobista Roberta Luchsinger com a gestão Lula. Pagamentos feitos por Roberta a Lulinha aparecem em representações da PF que embasaram a abertura dos inquéritos envolvendo o empresário. Dois deles estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino.
Roberta também manteve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado nas investigações como um dos operadores de um esquema que teria causado o rombo bilionário na Previdência Social — revelado pelo Metrópoles. Ambos são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, da PF.
A corporação suspeita ainda de que Roberta tenha comprado joias, oferecido presentes e pago despesas do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, para ampliar seu acesso e preservar sua influência no núcleo do governo federal.
Segundo as investigações, ela teria sido contratada por empresários interessados em obter acesso e influência na gestão, inclusive por meio de Lulinha. Entre os empresários investigados está o Careca do INSS.
Marcola era considerado um homem de confiança de Lula e tinha acesso direto ao gabinete presidencial. Ele foi exonerado do cargo no Palácio do Planalto em julho. À época, a justificativa oficial foi de que deixaria o governo para integrar o núcleo de coordenação da campanha de Lula à reeleição.
No início de agosto, porém, após a imprensa revelar os pagamentos feitos por Roberta, Marcola também deixou a campanha.
Fonte: Metrópoles
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