
O piloto e administrador cearense Alex Frota, conhecido como Alex Bacana, concluiu uma expedição ao redor do mundo a bordo de um avião monomotor experimental. A viagem começou em 15 de março de 2026, em Fortaleza, e percorreu os cinco continentes.
Durante o retorno ao Brasil, o piloto fez uma parada em João Pessoa. Alex aterrissou na capital paraibana na terça-feira (9), onde permaneceu até a sexta-feira (11). A previsão era que ele chegasse a Fortaleza, cidade de onde partiu, no sábado (12), encerrando a viagem antes de completar seis meses.
Segundo Alex, João Pessoa foi escolhida como uma das últimas paradas porque ainda não havia sido visitada durante o trajeto internacional. O retorno também incluiu passagens pelo Caribe e por cidades das regiões Norte e Nordeste do Brasil.
O piloto afirma ser o primeiro brasileiro a realizar uma volta ao mundo sozinho em um avião monomotor. Ao longo da expedição, ele enfrentou diferentes condições climáticas, dificuldades de navegação, exigências burocráticas e problemas mecânicos.
“Já conseguimos os recordes que buscávamos. Agora, a missão é chegar em casa e concluir o projeto”, declarou.
A rota teve início em Fortaleza e incluiu passagens por Boa Vista, no Norte do Brasil, ilhas do Caribe, Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Islândia, Escócia, Reino Unido, Europa continental, África, Oriente Médio, Ásia e Oceania.
Entre os locais visitados estiveram Lakeland e Oshkosh, nos Estados Unidos; além de Austrália, Timor-Leste, Filipinas, Taiwan, Coreia do Sul, Rússia e Alasca. O trajeto também incluiu o contorno da Coreia do Norte.
De acordo com Alex, a rota foi considerada a versão mais curta da volta ao mundo. O plano inicial era atravessar a América Central e seguir pela costa do Pacífico da América do Sul, entrando novamente no Brasil por Porto Alegre. No entanto, a viagem precisou ser modificada após dificuldades para obter autorizações de voo no México, devido à condição experimental da aeronave.
Durante a expedição, o piloto enfrentou chuva intensa na Floresta Amazônica, temperaturas de até 22 graus Celsius negativos na Groenlândia e calor superior a 50 graus no Oriente Médio.
Na Groenlândia, o avião chegou a congelar, exigindo a substituição do óleo utilizado na aeronave. Já no Oriente Médio, algumas peças foram afetadas pelas altas temperaturas.
A passagem pela Ásia ocorreu durante o período de monções, com ventos sazonais e ocorrência de tufões. Na Sibéria, Alex também encontrou dificuldades devido às grandes distâncias entre aeroportos e cidades.
Problemas mecânicos também fizeram parte da viagem. Em Melilla, território espanhol localizado no norte da África, o piloto precisou pousar após identificar um vazamento de combustível. O tanque foi reparado antes da continuidade do trajeto pela Europa.
Entre Dubai e a Índia, uma falha elétrica levou aproximadamente duas semanas para ser solucionada. O piloto ainda relatou dificuldades tecnológicas e burocráticas em regiões afetadas por conflitos, incluindo trechos sem sinal confiável de GPS, nos quais precisou utilizar mapas e cronômetros.
“O desafio burocrático era o que mais me preocupava porque não dependia só de mim. O clima você acompanha, o avião você prepara, mas uma autorização pode simplesmente não sair”, afirmou.
Após concluir a volta ao mundo, Alex Frota pretende realizar uma nova viagem, desta vez pelo Brasil. O projeto, chamado de Giro pelo Brasil, deve durar entre 20 e 30 dias e incluir paradas para a realização de palestras.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB
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