
Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declararam-se impedidos ou suspeitos de participar do julgamento que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Com as decisões, o processo poderá ter, no máximo, oito votos.
Nunes Marques anunciou o impedimento durante a sessão desta segunda-feira (15), após a divulgação de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. Em uma das conversas, Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, mencionou supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, filho do ministro.
As mensagens também incluíam uma planilha com o nome e o telefone de Kevin Marques. Em outro diálogo, Rennó questionou a manutenção dos valores e citou a ausência de uma consultoria entre os chamados “pagamentos essenciais”.
Durante a sessão, Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao banco. Ele também afirmou não ter trocado mensagens com Vorcaro e declarou que não se sentia confortável para participar do julgamento. Na sequência, deixou o plenário.
Dias Toffoli, por sua vez, já havia se declarado suspeito em processos relacionados ao Banco Master. Em fevereiro, ele deixou a relatoria do caso depois que a Polícia Federal encaminhou ao STF um relatório com menções ao ministro encontradas no celular de Vorcaro.
Nesta segunda-feira, Toffoli afirmou que sua decisão ocorreu por motivo de foro íntimo. Segundo ele, a medida busca evitar constrangimentos ao tribunal. O ministro também declarou que permaneceria no plenário para acompanhar a sessão e, se necessário, fazer uso da palavra.
A decisão ocorre em meio à divulgação de outras conversas atribuídas a Vorcaro. O material inclui diálogos com filhos dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, além de mensagens envolvendo um advogado próximo ao ministro André Mendonça.
Os ministros do STF analisam se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes, a partir de informações reunidas pela Polícia Federal sobre conversas entre o ministro e Daniel Vorcaro.
A sessão extraordinária foi convocada pelo presidente da Corte. O ministro Edson Fachin restringiu a pauta ao caso de Moraes e marcou para 23 de setembro a análise de eventual conduta atribuída a André Mendonça.
Esta é a primeira vez que o STF se reúne para deliberar sobre a abertura de um inquérito contra um de seus próprios integrantes. Antes da sessão, ministros próximos a Moraes defenderam o adiamento ou o cancelamento do julgamento, argumentando que os casos envolvendo Moraes e Mendonça deveriam ser analisados conjuntamente.
Por Patos Online
Com informações do Notícias UOL
PEC DA SEGURANÇA Governo tenta acelerar PEC da Segurança; oposição insiste em maioridade
POLÍTICA Sem pressa para 4º mandato, Lula adia definição de nomes para ministérios
ELEIÇÕES 2026 Reportagem da CNN aponta que PL deve apoiar reeleição de Hugo na Câmara e insistirá em aliado no Senado
LULA 4 Metrópoles aponta Nabor Wanderley como alternativa para compor eventual 4º mandato de Lula
SOB INVESTIGAÇÃO MP investiga suspeitas de irregularidades em contratos da Prefeitura de Imaculada com empresa fornecedora
ECONOMIA Ibovespa encerra semana pós-eleição com perda de 18%; dólar vai a R$ 5,44
CULTURA Escritor de 12 anos lança livro em cordel sobre Inácio da Catingueira na terra do poeta
EDUCAÇÃO Servidores da Secretaria de Educação de Malta realizam visita técnica a Cruz, no Ceará, referência nacional em educação
NOS EUA Assessor ligado à Casa Branca confirma que providenciou avião usado por Flávio Bolsonaro, revela The New York Times Mín. 24° Máx. 37°