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Ibovespa bate inéditos 209 mil pontos e dólar despenca após 1º turno

Euforia não se limita ao dólar e ações brasileiras saltam após os resultados eleitorais; Flávio Bolsonaro e Lula se enfrentarão no segundo turno

05/10/2026 às 11h50
Por: Higor Oliveira Fonte: CNN Brasil
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Imagem: Divulgação B3
Imagem: Divulgação B3

O resultado do 1° turno das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gera euforia no mercado financeiro, com o Ibovespa batendo seu recorde histórico, aos 209,6 mil pontos.

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Ao mesmo tempo, o dólar e juros futuros despencam nas negociações, enquanto o Ibovespa futuro com vencimento em outubro chegou a saltar 8,43% nesta segunda-feira (5).

Às 10h36 (de Brasília), o principal indicador do mercado brasileiro de ações continuava a subir 8,35% com o entusiasmo do mercado, aos 208 mil pontos - próximo à marca histórica. 

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o desempenho robusto reflete a leitura positiva dos agentes econômicos sobre a corrida eleitoral.

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"Mais do que o alívio imediato, o resultado das urnas trouxe uma sensível melhora nas perspectivas para a trajetória da dívida pública, ancorando a confiança do mercado em um cenário econômico mais estável a partir de 2027", afirmou.

De acordo com ela, o movimento também reflete o otimismo sobre a nova composição do congresso e sua disposição para se comprometer com reformas e medidas impopulares, além de oferecer o "benefício da dúvida" para um novo governo.

Do lado do câmbio, o dólar abriu em forte queda, com recuo de 4,50%, sendo negociado abaixo de R$ 5. O movimento vai na contramão do exterior, onde o dólar sobe sobre as principais divisas.

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Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o dólar cai motivado essencialmente por dois grandes fatores.

O primeiro deles ligado à melhora da percepção de risco do país, visto que a moeda reflete os fundamentos econômicos e é altamente sensível ao ambiente fiscal, e o segundo puxado pelo fluxo de capital.

"Existe a expectativa de uma forte entrada de fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, o que aumenta a oferta de dólares no mercado e faz o preço da moeda cair devido à lei de oferta e demanda. Esses movimentos refletem também o cenário eleitoral e as reações do mercado a mudanças políticas que apontam para o deslocamento do eixo político, trazendo surpresas e reações diretas no câmbio, nos juros e nas bolsas."

Já as taxas dos DIs, também conhecidas como juros futuros, abriram a sessão de segunda-feira com fortes baixas, próximas de 100 pontos-base nos contratos mais longos.

No mesmo horário do IBOV, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,725%, ante o ajuste de 13,509% da sessão anterior.

A retirada de prêmios na curva era mais intensa no trecho longo -- mais suscetível à política fiscal.

Isso porque Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas, ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

O resultado das urnas também impulsiona ativos brasileiros no exterior e eleva expectativas para uma forte alta do Ibovespa na abertura do pregão.

O mercado reage ao resultado do 1º turno da corrida eleitoral, que mostrou um domínio da direita no Brasil, com avanço de partidos como o PL no Congresso Nacional. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação.

Ativos brasileiros sobem

As ações de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos se valorizavam no exterior.

Durante a abertura de mercado em Nova York, a Petrobras subia cerca de 9,7%, enquanto o maior banco privado da América Latina, o Itaú Unibanco, registrava alta de mais de 16%.

O banco Bradesco avançava 16% e a fabricante de aeronaves Embraer subia 2,7%.

Já as ações do Nubank se valorizavam cerca  13%, respectivamente.

"O desempenho (de Bolsonaro) acima do esperado e a guinada à direita no Congresso devem apoiar o Ibovespa e exercer pressão baixista sobre os rendimentos de longo prazo”, afirmou Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics.

Na cena nacional, a maioria das ações brasileiras sobem, com destaque para a Magazine Luiza e a própria B3, a bolsa de valores do Brasil, que subiam 25% e 23%, respectivamente.

Das ações de maior peso, o Itaú Unibanco subia cerca de 10% na bolsa, enquanto a Petrobras tinha altas de 5,7% e 4,5% para as ações preferenciais e ordinárias da empresa, nessa mesma ordem.

Da tríade dos "pesos pesados", apenas a Vale caía na sessão, com baixa superior a 3%.

A tese do mercado

O resultado dá ao candidato do PL um nível de favoritismo no segundo turno que também não era esperado, segundo fontes ouvidas pelo CNN Money.

O entusiasmo do mercado deve prosseguir nesta segunda-feira, ajudando a bolsa e o real a subirem e jogando para baixo os juros futuros. E ele expressa uma leitura dos resultados tanto para o planalto quanto para o congresso : os investidores entenderam o avanço da direita como uma espécie de “mandar para reformas”.

Mais do que a possibilidade de troca de presidente, a expectativa é de que Flávio, se eleito, encontre condições políticas para conduzir a agenda econômica desejada pelo mercado.

Fonte: CNN Brasil

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