
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (4/11), manter a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes que teve início em março.
A decisão foi unânime. No comunicado da decisão, os integrantes do Copom consideraram que, desde a última reunião, em 16 de setembro deste ano, houve uma piora tanto no ambiente interno quanto no externo.
Os diretores consideraram que o prolongamento da guerra no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem ainda mais, com políticas monetárias mais restritivas nas “economias avançadas”.
“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, argumentaram.
Em relação ao cenário interno, os diretores consideraram que houve uma moderação na atividade econômica, mas com o mercado de trabalho “resiliente”. Em contrapartida, houve piora nas projeções para inflação.
“As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus distanciaram-se adicionalmente em relação à meta desde a última reunião, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente”, assinala o comunicado.
O pronunciamento do Copom cita ainda que continua atento à política fiscal interna, “reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”. O texto não dá sinais sobre a tendência para a próxima reunião, em dezembro deste ano. Ou seja, se haverá nova manutenção, corte ou alta da Selic.
“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, pontuam os diretores.
Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.
Antes do ciclo de reduções iniciado em março, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas. A decisão era esperada majoritariamente por participantes do mercado financeiro, que já precificavam a manutenção em 13,75% nesta reunião.
Fonte: Metrópoles
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