
Conhecida como Morada do Sol, Patos celebra neste sábado, 24 de outubro de 2026, os 123 anos de elevação à categoria de cidade. Uma das principais referências do Sertão paraibano, o município carrega uma história marcada pela fé, pela resistência do seu povo e pelo desenvolvimento que consolidou sua importância regional.
Entre ruas movimentadas, monumentos históricos e paisagens características do semiárido, Patos preserva marcas de diferentes gerações e mantém uma identidade fortemente ligada à cultura sertaneja.
Com 103.165 habitantes registrados no Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município figura entre os mais populosos da Paraíba. Estimativas posteriores apontam uma população superior a 107 mil habitantes, reforçando sua posição como um dos principais centros urbanos do interior do estado.
A história de Patos remonta ao século XVII, quando a região começou a ser ocupada por fazendas de gado associadas à família Oliveira Ledo, que se deslocou da Bahia para o interior nordestino. Às margens do Rio Espinharas, a ocupação colonial avançou sobre territórios tradicionalmente habitados por povos indígenas, entre eles os Pegas e Panatis.
A formação urbana do município ganhou impulso em 1772, com a construção da capela de Nossa Senhora da Guia, em terras doadas por Paulo Mendes do Figueiredo e João Gomes de Melo, nomes tradicionalmente associados à fundação de Patos.
Mais de um século depois, em 24 de outubro de 1903, a então Vila de Patos foi elevada à categoria de cidade por meio da Lei Estadual nº 200, sancionada pelo presidente do Estado da Paraíba, José Peregrino de Araújo. A data passou a representar um marco na trajetória administrativa e no crescimento do município.
Em 2022, Patos também recebeu oficialmente o título de Capital do Sertão, por meio da Lei Estadual nº 12.418. O reconhecimento destaca a relevância econômica e estratégica da cidade, que atende moradores de dezenas de municípios paraibanos e mantém relações comerciais e de serviços com regiões de estados vizinhos, como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.
Com área territorial de aproximadamente 508,7 km² e altitude média de 245 metros, Patos apresenta características típicas do clima semiárido, com períodos de calor intenso e chuvas irregulares. Essas condições ajudam a explicar o apelido de Morada do Sol, que se tornou parte da identidade da cidade.
A paisagem é marcada por formações rochosas e elevações graníticas, como o Serrote Espinho Branco, Morro do Carioca, a Serra Negra das Onças e o Serrote Trapiá, que compõem o cenário natural da região.
A questão hídrica também faz parte da história e dos desafios do município. Se, no passado, o abastecimento dependia de cacimbas e do transporte de água por animais, atualmente a cidade conta com estruturas e sistemas de abastecimento que incluem o Açude do Jatobá, a Barragem da Farinha, a Barragem de Capoeira, localizada em Santa Terezinha, e o sistema Coremas/Mãe d'Água.
Além de sua importância comercial e de serviços, Patos se consolidou como polo educacional do Sertão. O município reúne instituições de ensino superior como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e o Centro Universitário de Patos (Unifip), além de uma ampla rede de escolas públicas e privadas.
Na cultura e no turismo, a cidade preserva espaços que ajudam a contar sua história e a fortalecer suas tradições. Entre os locais de destaque estão o Parque Cruz da Menina, a Fundação Ernani Sátiro, a Catedral de Nossa Senhora da Guia e o Centro Cultural Amaury de Carvalho.
Outro símbolo da identidade patoense é o Terreiro do Forró, palco tradicional das festividades juninas que movimentam a economia local e atraem visitantes de diferentes regiões. O São João de Patos tornou-se um dos principais eventos do calendário cultural paraibano, projetando o município para além das fronteiras do Sertão.
Ao completar 123 anos de elevação à categoria de cidade, Patos reafirma seu papel como referência regional e mantém viva uma trajetória construída por gerações de sertanejos.
Entre a tradição religiosa, a força do comércio, a expansão da educação e a riqueza de sua cultura, a Morada do Sol segue se transformando sem perder os vínculos com suas origens.
Neste 24 de outubro, a data representa mais do que um marco administrativo: é também uma oportunidade de celebrar a história, a identidade e o orgulho de quem faz parte da vida de Patos, a Capital do Sertão paraibano.
Por Patos Online
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