
A Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados do Estado da Paraíba (ADEPDEL) divulgou, nesta segunda-feira (2), uma nota pública em que manifesta confiança no delegado Walter Brandão, após a apreensão de 174 tabletes de uma substância semelhante à maconha em uma van registrada em nome dele, no bairro do Cuiá, em João Pessoa.
Assinado pelo presidente da entidade, delegado Cláudio Lameirão, o documento defende que o caso seja investigado de forma completa, imparcial e transparente, pelos órgãos competentes, com acompanhamento do Ministério Público.
Na manifestação, a associação ressalta que o fato de Walter Brandão ser delegado de Polícia Civil não lhe confere imunidade e afirma que não busca qualquer tipo de privilégio para o associado. A entidade, porém, destaca a necessidade de distinguir propriedade, posse e autoria, evitando que a exposição pública do nome do delegado resulte em uma condenação antecipada.
A ADEPDEL também menciona que Walter Brandão informou ter deixado o veículo em uma oficina para reparos, sem conhecimento ou consentimento sobre eventual utilização ilícita. Segundo a versão apresentada pelo delegado, a van não estava sob sua posse direta, mas vinculada a uma empresa de locação, que teria encaminhado o veículo para conserto antes da apreensão.
No texto, a associação ainda destaca que o delegado possui uma trajetória na Polícia Civil sem registro de faltas funcionais e manifesta solidariedade a ele e à família.
“Rigor na apuração, provas para a responsabilização e respeito às garantias: é assim que se protege a sociedade e a credibilidade das instituições”, afirma o trecho final da nota.
A van com 174 tabletes de uma substância semelhante à maconha foi apreendida na tarde do domingo (1º), no bairro do Cuiá, em João Pessoa. A ação foi realizada por uma equipe da Força Tática do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM).
De acordo com as informações divulgadas, o veículo estava estacionado em frente a uma oficina e apresentava um dos vidros quebrados. O proprietário do estabelecimento informou aos policiais que a van havia sido deixada no local para a realização de um conserto.
O dono da oficina foi conduzido para prestar esclarecimentos. O veículo foi encaminhado à Cidade da Polícia Civil para os procedimentos investigativos.
Em nota, Walter Brandão afirmou que foi surpreendido com a apreensão e que desconhecia a existência da substância encontrada no interior do veículo. Ele informou que a van havia sido deixada na oficina na quinta-feira (29), por um prestador de serviço, e que compareceu à Central de Flagrantes no domingo para prestar esclarecimentos.
“Fui surpreendido com a notícia de que o veículo teria sido utilizado para atividades ilícitas, sem meu conhecimento ou consentimento. Sou vítima dessa situação, assim como poderia ser qualquer cidadão que, de boa-fé, confia seu veículo a uma oficina para a realização de um conserto”, declarou.
O delegado também afirmou confiar na apuração dos fatos e disse estar em “absoluta tranquilidade”.
A investigação deverá esclarecer como a droga foi parar no veículo e identificar os responsáveis pelo material apreendido.
Por Patos Online
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