Assim, tão rapidamente e bruscamente, Patos perde dois ilustres filhos. Um, realmente, adotado: Orlando. O outro, filho legítimo, até nas origens paternas: Dinaldo. Ambos, nascidos para o amor e a serventia! Partem quase no mesmo horário, embora em dias diferentes. Nada que os impeça de se encontrar, nessa nova estrada!
Não posso dizer se foi bom para eles- a se crer num Deus, certamente que foi. Agora, uma certeza: deixaram muitas tristezas em nossos corações! Tristezas que circulam nas ruas, bairros, becos e periferia da cidade. São pessoas que, como eu, provaram o néctar da bondade e humildade, que eles souberam destribuir generosa e gratuitamente, durante a sua caminhada!
Também de idades bem próximas e ambos portadores de infermidades, talvez as responsáveis pela atuação maléfica maior dessa outra doença que age impunemente no mundo inteiro.
Orlando se transforma em doutor Orlando e Dinaldo entra em campo para mais uma aula de futebol. Ambos com a mesma finalidade: fazer feliz uma plateia. Doutor Orlando, salvando vidas. Dinaldo, dando dribles e fazendo gols. Aí, uma parte de sua trajetória. Isso porque os dois se envolveriam em política, sendo essa outra área que serveria a seus propósitos de continuarem na prática ou exercício do bem coletivo. Orlando recuou, para continuar, com mais abrangência, no sacerdócio da medicina do dia a dia, sem distinção de credo ou de pessoas e muito menos de siglas partidárias. E assim foram!
Doutor Orlando se transformou em mais uma pessoa, em quase todos os lares de Patos e da circunvizinha região. Dinaldo construiu laços fraternos, pela Paraíba afora, sempre com sua maneira gentil de se portar. E era uma criança!
Não quero falar dos revezes e decepções. A água não teria tanto valor...se não tivéssemos sede. Algumas vezes, há necessidade do "não", para pudermos dar valor ao "sim". E, no cômputo geral: mais flores a cheirar, do que espinhos a ferir!
Orlando e Dinaldo certamente nos farão falta. Ficarão os exemplos de muitas virtudes e a grandeza de se ser sem afrontar o semelhante, sempre com um gesto de alguém que realmente é na prática o que jurou ser na teoria!
Nas lembranças, vou continuar indo ao consultório de doutor Orlando, assim como ao Estádio José Cavalcante. Quando não puder, vou ouvir as piadas de Dinaldo ou apreciar um joguinho sadio de buraco. Vou esquecer o palanque, para poder unir todos os irmãos patoenses, nesse instante de luto ou de saudades! Até outro dia, bons amigos!
Marcos Nogueira
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