O retorno do Campeonato Paraibano vislumbrado na reunião realizada na última quarta-feira (03) na Federação Paraibana de Futebol deve demorar um pouco mais a acontecer do que o desejado pela entidade e dirigentes.
Cleodon Bezerra, presidente do Nacional de Patos, que está afastado pelo TJDF-PB por xingamentos ao árbitro Wagner Reway na partida contra o Atlético de Cajazeiras, afirmou que os médicos dos rivais de Campina Grande se colocaram contra uma possível retomada do torneio neste momento.
– A possibilidade de retorno do Campeonato é zero. Foram discutidas as medidas sanitárias para um possível retorno, mas não estabeleceu data. Na reunião foram estabelecidos os procedimentos médicos. Estavam médicos do Treze, Campinense, Botafogo-PB e Atlético de Cajazeiras. Os médicos do Treze e Campinense foram terminantemente contra o retorno. O do Campinense falou até que é desumano falar em retorno na situação atual, numa ascendente no número de casos – disse.
Tendo dispensado todos os jogadores logo quando da paralisação do Paraibano por não ter condições financeiras de arcar com as despesas, os gastos para cumprir os protocolos sugeridos pela Federação também são um empecilho para o Nacional de Patos.
De acordo com Cleodon Bezerra, o clube tem cerca de meio milhão de reais a receber do poder público, tanto estadual quanto municipal. Além disso, o sistema de saúde de Patos não possui condições para lidar com uma possível contaminação em massa do elenco e seus familiares, por exemplo. No boletim do último sábado, o município tinha 741 casos de coronavírus confirmados e quase 100% dos leitos de UTI e enfermaria ocupados.
– A cartilha que a Federação mandou é difícil demais de ser cumprida por um time pequeno, inclusive para a gente. Temos 10 leitos de UTI na região e todos estão ocupados. Se um jogador se infectar e não tiver leito, quem vai arcar com um leito em separação privado? Quem vai pagar pela separação, para que os jogadores não estejam no mesmo ambiente de moradia? É uma situação muito complicada e financeiramente inviável. O Nacional não recebeu R$ 500 mil, sem os patrocínios do governo do estado do ano passado e deste ano e da prefeitura de Patos deste ano – explicou.
Equipe @Vozdatorcida
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