Está acontecendo no auditório da 6ª Gerência Regional de Saúde, até amanhã, quinta-feira 15, encontros para avaliação das vigilâncias em saúde, para se verificar os dados epidemiológicos dos 24 municípios. Participam dos encontros em Patos todos os coordenadores municipais de epidemiologia, vigilância ambiental e atenção básica.
Devido a preocupação com a pandemia do coronavirus, muitos dados ficaram em segundo plano, deixando de ser avaliados, e agora os dois primeiros quadrimestres precisam ser alinhados para que os sistemas de informação possam ser atualizados, intensificadas as ações de promoção à saúde.
As reuniões são conduzidas pela coordenadora regional de epidemiologia, Marivalda Xavier, auxiliada pelo apoio regional da 6ª GRS. “Graças a Deus o novo normal está chegando, como também estamos nos adaptando e começando a fazer as avaliações necessárias para que os municípios possam dar resposta diante do pacto que assinaram”, comenta Marivalda Xavier.
Ela explica que, diante à pandemia, todos os outros afazeres da epidemiologia foram deixados pra amanhã. Ou seja, o que é notificado não está sendo investigado como deveria ser, nem de óbitos, nem dos nascidos vivos, como também de doenças de notificação compulsórias dentro do prazo determinado. Isso por que o tempo todo dos municípios se consome nas ações contra o coronavirus.
O não cumprimento do que foi pactuado pelo município na sua gestão em saúde, comprometendo os indicadores pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde, pode ocasionar perdas de recursos públicos, que estão associados justamente ao desempenho, a exemplo das estratégicas de saúde da mulher, pré-natal, saúde da criança e doenças crônicas (Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus).
Além da redução das transferências de recursos, ao não atingir os indicadores previstos no Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde - PQA-VS (14 Indicadores), o município deixa falhas para que qualquer uma das doenças dessas ações não realizadas ocasione situações desagradáveis, segundo explica a coordenadora regional de epidemiologia.
Arboviroses
Alguns municípios também não estão fazendo a notificação de arboviroses causadas pelo Aedes aegypti (dengue, chikungunya, zika). Em decorrência disso não há certeza de como está a circulação do vírus. Outra falha é a não identificação do tipo de vetor. Na Paraíba foram identificados dois tipos, o 1 e o 2, mas na regional Patos não se sabe o tipo que circula.
Imunização
Durante esses encontros desta semana da Vigilância em Saúde, a coordenadora regional de imunização, Socorro Guedes, reforçou a necessidade dos municípios trabalharem melhor a cobertura vacinal, na atualização e alimentação dos dados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização.
Ela detalhou todos os cuidados de conservação com os imunos a serem aplicados na população, desde sua retirada na Gerência, transporte, rede de frios até a vacinação.
Nesse trabalho da Vigilância em Saúde de orientação aos municípios, também colaboraram Francisco Queiroga, coordenador regional da Ambiental e Ernani Mendes, responsável pelo monitoramento e controle das águas que abastecem a região, numa parceria com os municípios.
Assessoria
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