
A Paraíba chegou à marca de 943,6 mil empregos formais em fevereiro de 2026, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizadas, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa um crescimento de 6,69% em relação ao mesmo período do ano passado, desempenho superior às médias registradas no Brasil (3,6%) e no Nordeste (6,14%).
Na comparação com fevereiro de 2025, o estado ganhou 59.207 novos vínculos formais. Já em relação a dezembro de 2025, quando havia 912.229 trabalhadores registrados, foram criados 31.445 empregos, uma alta de 3,45% em apenas dois meses, também acima da média nacional (2,3%) e regional (3,27%).
Os dados anualizados da Rais apontam que a Paraíba encerrou 2025 com 906,5 mil trabalhadores formais, entre empregados celetistas e servidores públicos. O resultado representa crescimento de 12,9% em comparação com 2024, quando o estado contabilizava 803,3 mil vínculos.
O saldo foi de 103.278 novos postos de trabalho ao longo do ano, colocando a Paraíba como o quarto estado com maior crescimento proporcional do país.
Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, o avanço é resultado de uma política voltada ao fortalecimento da economia e ao incentivo aos investimentos.
"O aumento do trabalho formal na Paraíba vem ocorrendo de forma consistente nos últimos anos. O estoque de trabalhadores já se aproxima da marca de um milhão de vínculos, refletindo uma política fiscal responsável e o fortalecimento da parceria com a iniciativa privada", destacou.
O setor de serviços continua liderando a geração de empregos formais no estado, reunindo 615.275 trabalhadores.
Na sequência aparecem:
Comércio: 132.143 trabalhadores;
Construção civil: 57.235;
Agropecuária: 13.853;
Indústria: 8.080 trabalhadores.
Do total de vínculos registrados em dezembro de 2025, 549,6 mil pertenciam ao regime celetista, enquanto 356,9 mil eram servidores estatutários, contratados temporários e ocupantes de cargos comissionados.
Ainda conforme a Rais, a remuneração média do trabalhador paraibano alcançou R$ 3.604,15.
O levantamento também mostra que cerca de 80% dos trabalhadores formais possuem ensino médio ou ensino superior completos. Desse total:
453,6 mil têm ensino médio completo;
277,7 mil possuem ensino superior completo.
Criada em 1975 pelo Ministério do Trabalho, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) é considerada o censo oficial do mercado de trabalho formal brasileiro. A base reúne informações de vínculos empregatícios dos setores público e privado e serve de referência para a elaboração de políticas públicas, estatísticas oficiais e benefícios trabalhistas, como o abono salarial.
Por Patos Online
Com informaçoes da Secom-PB
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