A Redação do Patosonlne.com recebeu na tarde desta quarta-feira, 14 de outubro, o contato da jovem que procurou a polícia e afirmou que sofreu abuso dentro de um transporte alternativa entre as cidade de Patos e Desterro.
O motivo da mesma ter procurado nossa redação foi para esclarecer, segundo ela, algumas informações divulgadas. A vítima nos enviou um relato minucioso do que teria ocorrido dentro do transporte.
Veja:
Na van só tinha uma vaga que ficava entre o acusado e uma mulher. Ela saiu para eu poder sentar, eu sentei, ela voltou. Eu fiquei entre os dois. De imediato, ele já me incomodou com olhares indiscretos. Depois começou aproximando a perna com a minha. Depois o cotovelo. Isso aconteceu umas 5 vezes e em todas me afastei e ele sempre tentando se aproximar. Eu fiquei sem ação, fiquei com medo, passou um filme na minha cabeça, cheguei a pensar que poderia ser coisa do meu pensamento, cheguei a me sentir culpada por tá pensando isso, mas após começarmos a subir a serra, notei ele pôr a mão dentro da roupa e fazer movimentos. Eu não tive outra ação a não ser pedir para a moça afastar para eu sair. Pois daí tive certeza do que estava acontecendo. Quando consegui me levantar, fiquei no corredor da van, chorando e sem conseguir falar nada, tive medo dele fazer algo pior ou até mesmo causar um acidente. Chegando em Teixeira aos prantos comuniquei ao meu namorado que notou que eu estava nervosa, quase não conseguia contar pra ele, mas ao contar ele já se desesperou, começamos a seguir a van e a encontramos próximo ao posto pedra do galo. Ele pediu para o motorista parar e então começou a falar com o acusado, onde ele imediatamente negou, disse que eu quem estava me aproximando dele. Só que meu namorado disse que eu jamais faria isso e nunca tinha me visto tão nervosa. Disse que ligaria para a polícia e ligou, ele chegou a tentar fugir da van, mas foi segurado por meu namorado. Após ligar, ele confessou a todos os presentes que estava errado. Após a parada da van, a mulher que estava ao meu lado desceu e disse que após eu me levantar ela viu ele praticar os atos obscenos, mas ficou com medo de dizer alguma coisa. Fomos para a delegacia e lá dei o depoimento e ela testemunhou ao meu favor. Com algum tempo chegou a irmã do acusado e disse que ele tem laudo de esquizofrenia. Já tentou matar a própria mãe, mas que ele sempre ia a Patos para passear.
Achei isso inadmissível. Não irei tirar a queixa, pois se ele tem laudo, a família precisa se responsabilizar.
Se não fosse comigo, poderia ter sido com qualquer outra pessoa.
É inexplicável o medo que senti para contar, mas peço a todas as mulheres que mesmo com medo não fiquem caladas, nossa maior defesa é a nossa voz.
Relato da vítima.
Patosonline.com
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