O helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), que fazia a fiscalização durante a Operação Carnaval, teve que realizar um pouso forçado na manhã de ontem, por volta das 10h30, após apresentar pane no disparo de rotação da aeronave. No helicóptero havia quatro pessoas, dentre elas o delegado Éder Mauro, que comandava a operação.
A aeronave fez o seu pouso em um terreno da antiga madeireira Maginco, no Km 13, da BR-316, no município de Marituba, onde está sendo construído um condomínio de apartamentos. No momento do acidente, havia apenas os trabalhadores na obra. “Vimos o helicóptero sobrevoar a área. De repente, ouvimos um barulho muito forte e estranho. Só vimos ele pousando com força e as pessoas saindo”, contou o servente da construtora, Edmilton Reis.
Os tripulantes saíram com alguns ferimentos, mas foram atendidos no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O que estava mais machucado era o delegado com um corte na perna e alguns ferimentos na mão. “O susto foi grande, mas não tivemos maiores ferimentos. Só vi que a aeronave começou a tremer muito. Conseguimos pousar e saímos aos poucos sem que maiores problemas tivessem acontecido”, contou o delegado Éder Mauro. Ele ainda informou que a própria tripulação acionou o resgate do Corpo de Bombeiros
O helicóptero, que vinha de Belém e se destinava para Mosqueiro, seguindo a rota da BR-316, sobrevoava a 600 pés, uma altura que chegava a 182,88 metros. Ao pousar, por conta da fragilidade da aeronave, a cauda e a frente do helicóptero partiram. “Aos sete minutos de voo, percebi uma instabilidade, o que acabou ocasionando um dano bem maior na estrutura da aeronave”, comentou o piloto, Alessandro Zell. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi acionado e ficará responsável por apurar as causas do acidente.
Conforme o major Moraes, da corporação, a aeronave recebia manutenção constantemente e nunca havia apresentado problemas. “Nós não temos definição do que pode ter causado o acidente, mas o helicóptero estava em perfeito estado”, explicou. Ele ainda disse que se o piloto não fosse experiente, os danos poderiam ter sido bem maiores.
O helicóptero, que prestava serviços para o Corpo de Bombeiro, já tinha uma vida útil de cinco anos. A própria corporação estava realizando a perícia no local, que não tinha previsão para liberação do laudo.
Patosonline com informações do Diário do Pará
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