Os atores transformistas Denis Lacerda (Deydiane Piaf), Diego Salvador (Yasmin Shirran), Jomar Carramanhos (Verônica Valentino) e ator e diretor Silvero Pereira (Gisele Almodóvar) usaram a rede social Facebook para denunciar agressão sofrida por policiais militares do 14º Batalhão da Policia Militar, em Sousa, seretão paraibano.
Os atores fazem parte do elenco do Espetáculo Engenharia Erótica - Fábrica de Travestis, que se apresentou nos dias 9 e 10 de agosto, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Sousa.
Clique e veja comentário https://www.facebook.com/photo.php?fbid=431401003570254&set=a.146426675401023.23229.100001010755617&type=1&theater
De acordo com o Diretor do Espetáculo, Silvero Pereira, as agressões teriam ocorrido na ultima quinta-feira (9), quando o grupo havia terminado de se apresentar e estava se dirigindo para a pousada onde estava hospedado, ainda travestido com as roupas do espetáculo.
No percurso, três policiais militares, que estavam na viatura de número 5047, saíram do carro com armas em punho e mandou o grupo ficar contra a parede. A alegação era que estavam a procura de drogas.
A seguir, voce confere o relato das agressões postados no Facebook pelo próprio Silverio Pessoa, mantendo a ortografia original.
"Ao longo do meu trabalho sobre o universo “TRANS”, além dos espetáculos e outras manifestações artísticas, desenvolvi uma performance intitulada “GISELE VAI AO BAR” com o intuito de interferir diretamente na sociedade sobre sua visão a respeito das travestis.
A performance consiste em convidar travestis da cidade do interior onde estivermos nos apresentando para beber, comer e usar o banheiro feminino de um bar movimentado da cidade.
Assim, na noite de ontem, 09 de agosto de 2012, convidamos Sofhia (travesti de Sousa-PB) para sair com Gisele Almodóvar, Verónica Valentino e Yasmin Shirram. Em primeiro lugar fomos proibidas de usar o banheiro feminino, pois as mulheres ficavam constrangidas, mesmo sendo um banheiro individual. Sem questionamentos, passamos a usar o masculino, que era coletivo, mas o bar não se preocuparia com nosso constrangimento, já que estávamos travestidas.
Em segundo lugar, ao nos despedirmos de amigos próximo ao Centro Cultural Banco do Nordeste, fomos surpreendidos pela Viatura 5047 da Polícia Militar que nos colocou na parede para revista e alegando busca de drogas, em seguida dispensaram nossos amigos não montados e mantiveram “As Travestidas” detidas.
Um dos policiais ao saber que éramos de Fortaleza disse “Vocês não têm vergonha? Sair de Fortaleza para dar o rabo aqui?”. Eu, vulgo Gisele, argumentei “O Senhor está sendo muito ofensivo. Primeiro, estamos aqui a convite do BNB. Segundo, o meu rabo eu dou em qualquer lugar e isso não diz respeito a nenhum de vocês”. Em seguida o Policial nos ameaçou levar para a passar a noite na cadeia, se continuássemos a responder as autoridades.
Verónica e eu, de forma gentil, explicamos que policial masculino não pode revistar ou agredir qualquer pessoa em situação feminina, pois isso enquadra na “Lei Maria da Penha”, coisa que eles deveriam saber. Entretanto, o policial mais velho insistia em nos amedrontar, impondo e expondo sua autoridade, enquanto outro exibia seu revolver.
Para encerrar, e já indignada com aquela situação de humilhação eu disse “Não sou obrigada a ficar aqui detida por policiais mal educados e agressivos como vocês, se quiserem me levar para delegacia será um favor, pois prestarei um B.O. contra vocês, pois me sinto agredida moralmente. Passar bem!” e retornamos o nosso caminho em direção a nossa Pousada".
O comentário de Silvero gerou 277 compartilhamentos; 105 "curtir" e 71 comentários, todos se solidarizando com o grupo.
Portalcorreio
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