Passados dois dias do segundo turno das eleições que levaram Ricardo Coutinho – PSB a uma vitória surpreendente de governador na Paraíba, muitos políticos do estado terão que fazer profundas reflexões sobre esse momento, entre eles o prefeito de Patos, Nabor Wanderley – PMDB.
A vitória de Ricardo Coutinho na Paraíba, e em especial Patos, no primeiro e segundo turno revelam a necessidade de repensar metodologias administrativas e relações políticas. Sem dúvida o pequeno estado da Paraíba demonstrou maturidade diante de tamanho derrame de dinheiro, provavelmente dos cofres públicos. São chegadas informações da compra de líderes políticos grandes e pequenos por um governo que pretendia se perpetuar no poder à custa de qualquer sacrifício social. A eleição na Paraíba demonstrou a fragilidade de nossa democracia e a força de um povo quando quer mudança.
Em Patos o prefeito Nabor Wanderley e seu grupo político saem derrotados por duas vezes em menos de trinta dias. A vitória de Hugo Mota talvez não sirva para compensar a perda do governo do estado (essa será uma reflexão posterior). Ricardo Coutinho ganhou no primeiro turno em Patos com uma diferença de 579 votos, no segundo com 683. Alguns dias depois do primeiro turno, Nabor Wanderley disse que reverteria à diferença e daria ao governador José Maranhão – PMDB cinco mil votos de maioria em Patos, se enganou.
Em entrevista na Rádio Itatiunga, pertencente ao seu grupo político, Nabor confessou: “Sempre tive bom relacionamento com Ricardo Coutinho, mesmo agora de lados opostos, e por isso não acredito que teremos dificuldades para dialogar as ações de interesse para Patos e a Paraíba", continuou “Ricardo Coutinho é um grande gestor, isso ficou evidente durante sua administração em João Pessoa”... “A derrota de Maranhão se deve ao sentimento de mudança do povo”. Esse comentário de Nabor demonstra maturidade política ou receio do que pode acontecer de agora em diante na cidade de Patos.
Promessas não cumpridas, escândalos administrativos, falta de transparência nas obras públicas, alguns secretários incompetentes e inoperantes, obras paralisadas, descontrole emocional de radialistas e assessores. Todos esses pontos, e mais alguns, terão que ser repensados para os próximos dois anos. Dois dias de uma eleição que mudou a relação política na Paraíba e dois dias para que encaminhamentos sejam dados para evitar problemas maiores em Patos.
Jozivan Antero-patosonline.com
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