O governador eleito pelo PSB, Ricardo Coutinho concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, dia 12, em Patos. A entrevista aconteceu no ginásio de esportes das Faculdades Integradas de Patos – FIP no final da tarde. Lideranças políticas e o povo em geral compareceram ao ginásio onde puderam ouvir as perguntas de membros da imprensa patoense e também da região ao governador Ricardo Coutinho.
Fizeram parte da mesa os deputados estaduais Dinaldo Wanderley, Socorro Marques, Antonio Mineral e Ricardo Barbosa. O senador Efraim Morais e o deputado federal Efraim Filho vieram na caravana. O senador recém eleito Cássio Cunha Lima não esteve presente, mas foi representado pelo seu 1º suplente, Deca do Atacadão. Bonifácio Rocha fez parte da mesa como representante do Partido socialista Brasileiro – PSB na cidade de Patos.
Jornalistas presentes chamaram atenção da organização que deixou a desejar no quesito a que se propôs na coordenação do evento. Mesmo diante de alguns problemas localizados a entrevista seguiu sem maiores problemas.
Ao final da entrevista, Ricardo fez um agradecimento especial ao povo de Patos pela vitória dada nos dois turnos da eleição na cidade. “Agradeço por essa extraordinária vitória que Patos e outras cidades da região me deram. Vocês terão um governante companheiro. Verei a Paraíba como um todo. Jamais me esquecerei das carreatas malucas. Vamos continuar juntos, vamos construir um grande governo nos próximos 4 anos na Paraíba”, finalizou Ricardo.
A equipe do patosonline.com destacou os principais pontos abordados na entrevista.
Obras paralisadas:
“Não vamos deixar obras se arrastando sem a devida conclusão, mas faremos um levantamento financeiro das mesmas. Não sou mesquinho para não dar continuidade a obras que forem importantes para o povo. Quanto ao Shopping Edivaldo Mota vou discutir com a comunidade a sua destinação. Se o shopping vai ser para produção, escoamento da produção, vou trazer a equipe responsável para isso. Quero que seja um instrumento de geração de renda”.
Participação do povo no governo:
”Quero democratizar o orçamento do estado. Não quero uma região brigando com outra. Eu pessoalmente darei a oportunidade do povo opinar, discordar e dirigir com o governo os destinos do estado. O orçamento democrático me ajudou muito no governo de João Pessoa e ajudará também no estado”.
Especulações nos cargos públicos:
”A ocupação de cargos pressupõe perfil. Eu fiz uma aliança ampla com os partidos. Se os cargos não atendem os perfis, podem ter certeza eu substituirei, não tenham dúvidas. Eu quero pessoas capacitadas para fazer com que o estado desempenhe o seu papel. Se isso não acontecer essa pessoa não serve para o projeto de desenvolvimento do estado”.
PEC 300:
”O que estão chamando de PEC 300 não tem nada de PEC 300. Nenhum estado isoladamente tem como pagar essa isonomia com recursos próprios. É o governo federal que paga educação, saúde e segurança através de um fundo nacional. Reconheço que os policias ganham pouco, mas reconheço que qualquer aumento passará pelo equilíbrio financeiro do estado”.
Contratados:
”Aqueles que não trabalham, aqueles que entraram por força de um momento político eu não defenderei. Quero dizer que o período político acabou. Defenderei na justiça os que trabalham durante muitos anos, mas os que estão por conveniência política não terão meu apoio. Se um local só comporta para um bom serviço os funcionários ‘A’ não colocarei ‘X’, ‘Y’, ‘Z’.
Saúde:
“O Brasil gasta mal e gasta pouco. O Brasil gasta inferior ao Uruguai e Paraguai com saúde pública por pessoa. Temos que ter recursos adicionais. A emenda constitucional 29 estabelece esses parâmetros. Quando fui prefeito de João Pessoa eu apliquei 38,9% do orçamento com a saúde, um dos maiores investimentos do país. Construirei o Hospital de Oncologia em Patos. Vou buscar recursos para concretizar os nossos objetivos”.
CAGEPA:
“Vamos rever o contrato que foi feito com a empresa. O contrato feito com a CAGEPA é ruim para a empresa. Vamos dar viabilidade a CAGEPA. O problema é que a CAGEPA é um desperdício de água e de dinheiro. Não concordo com a tese de privatizar a água”
Todos os trechos destacados foram citados por Ricardo Coutinho durante a entrevista coletiva.
Jozivan Antero-patosonline.com
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