
O futuro do ex-governador da Paraíba, José Maranhão (PMDB), está sendo discutido com a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Ele era cogitado para a Embratur, mas a cúpula do PMDB quer vê-lo na diretoria de governo do Banco do Brasil, cargo que o partido ocupou no passado, com o ex-senador Maguito Vilela. Atualmente, a Vice-Presidência de Governo do Banco do Brasil é ocupada por Ricardo Antônio de Oliveira, que não passou pelo aval dos partidos aliados ao governo.
Dessa vez parece que o cargo federal tão esperado por Maranhão deve sair já que a presidente Dilma Rousseff prepara uma estratégia para se aproximar dos congressistas. Ela convocou ministros e líderes aliados para uma megarreunião nesta segunda-feira (23).
Com o encontro, a presidente espera atender uma reivindicação feita pelos parlamentares no início do governo, que é dar conhecimento prévio aos partidos do que está sendo discutido nos gabinetes. Por isso, apresentará a eles o programa de combate à pobreza antes mesmo do lançamento oficial.
Quanto aos cargos, Dilma tem dito em conversas reservadas que se o governo não fosse de continuidade, as mudanças já teriam ocorrido. Mas, como ela assumiu com aquela estrutura que ajudou a montar no governo Lula, as substituições não são tão simples. No caso do Dnocs, por exemplo, houve expectativa de alteração, mas, para não irritar o PMDB, as alterações não ocorreram
Aos poucos, entretanto, as mudanças começam a ser referendadas. Uma reunião de peemedebistas com a presidente na última segunda-feira, da qual participaram Renan Calheiros e Romero Jucá, fechou, por exemplo, o nome de Orlando Pessuti para o para o Conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pessuti aguardava a indicação desde o início do ano, quando deixou o governo do Paraná.
Foi discutido ainda o futuro do ex-governador da Paraíba e ex-senador José Maranhão. Ele era cogitado para a Embratur, mas a cúpula do PMDB quer vê-lo na diretoria de governo do Banco do Brasil, cargo que o partido ocupou no passado, com o ex-senador Maguito Vilela. Hoje, a Vice-Presidência de Governo do Banco do Brasil é ocupada por Ricardo Antonio de Oliveira, que não passou pelo aval dos partidos aliados ao governo.
Chá de cadeira
A demora nas indicações irritou alguns pretendentes. O ex-ministro de Comunicações e ex-senador Hélio Costa, que foi candidato ao governo de Minas Gerais e perdeu para Antonio Anastasia, avisou ao seu partido que vai para a iniciativa privada. A cúpula do PMDB esperou por seis meses para ver se conseguia colocar o ex-ministro num cargo de primeira grandeza, mas houve resistências do PT e, como o cargo não saiu, Hélio foi cuidar da vida.
Dilma vai desatando, aos poucos, os nós. Recentemente, nomeou Geddel Vieira Lima para a Caixa Econômica. Há duas semanas, enviou ao Congresso as indicações para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) sem levar em conta os nomes sugeridos pelo PMDB. Preferiu Florival Carvalho, ligado ao PCdoB de Haroldo Lima; e o professor Helder Queiroz, ligado ao PT, cujo nome foi sugerido por Graça Forster, da Petrobras.
PolíitcaPB com Correio Braziliense
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