A Câmara Municipal de Patos, Casa Juvenal Lúcio de Sousa, encabeçou, na última sexta-feira, dia 29 de março, uma audiência pública em torno da não realização de cirurgias eletivas no município.
De autoria do vereador Ramon Pantera (Podemos), o evento contou com a presença da diretora do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), Liliane Sena, da diretora do Hospital Infantil, Rhyana Karla, do diretor da Maternidade Peregrino Filho, Umberto Júnior, da gerente de regulação do município, Yara Daiane, que esteve representando o Secretário de Saúde de Patos, Davi Nunes.
O vereador Ramon Pantera considerou que a audiência foi positiva, apesar da ausência de muitos convidados, a exemplo do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Érico Djan. Um documento será confeccionado com os tópicos debatidos e enviado para o parlamentar.
“Foi de bastante relevância, bastante produtiva essa Audiência Pública porque hoje nós sabemos que a problemática existe, mas, hoje, a audiência não foi para denigrir a imagem, falar mal do município ou do estado, foi para trazer soluções. Anotei todas as soluções e vamos fazer um documento e encaminhá-lo para o Presidente da Comissão de saúde do estado para que possa se reunir com representantes da saúde do nosso município e ver, o mais rápido possível, uma solução para que essas cirurgias eletivas sejam feitas”, destacou o vereador.
Yara Daiane, representante da Secretaria Municipal de Saúde, (gerente de regulação), lamentou o tempo de espera para que um paciente realize uma cirurgia. Ela trouxe uma informação da proposta de um Hospital Municipal, porém, Yara levantou a preocupação dos recursos, uma vez que o município não teria suporte financeiro suficiente para arcar com o equipamento. A representante da Secretaria de Saúde também trouxe a possibilidade do município realizar parcerias com clínicas e hospitais particulares para a realização dos procedimento em troca de isenção fiscal. Ela explicou que o projeto está em construção e em breve deverá ser enviado à Câmara Municipal para análise e votação dos vereadores.
Já a diretora do Hospital Janduhy Carneiro, Liliane Sena, explicou que as dificuldades não fazem parte do campo de entendimento entre os entes, estado e município, uma vez que os mesmo entendem a importância e a relevância das cirurgias eletivas. Ela pontuou as dificuldades.
“A questão é muito mais profunda, de alocação de recursos, a programação dos municípios que é onde o município programa o recurso da cirurgia eletiva para ser realizado. A maioria está em Campina ou João Pessoa, não estão em Patos e, além disso, o mais importante é a questão da mudança do perfil do Complexo Hospitalar que é mais voltado para urgência e emergência, trauma e oncologia”, disse Liliane,
Ela ainda acrescentou que a mudança do perfil do Hospital inviabiliza as cirurgias, pois, segundo ela, os leitos cirúrgicos, de internação e de clínicas médicas estão preenchidos pela demanda de urgência da região.
Ascom CMP
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