
A organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) concluiu seu trabalho de resposta à COVID-19 na cidade de Patos, na Paraíba. No momento, a progressão de casos da doença está estabilizada, a demanda por hospitalizações caiu e estão sendo registradas menos mortes, de acordo com dados epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado.
MSF trabalhou em parceria com os órgãos de saúde municipal, regional e estadual, com um plano de ação para administrar a sobrecarga e o ingresso constante de pacientes. Foram realizados treinamentos para aprimorar medidas de prevenção e controle de infecções além de disponibilizado apoio de saúde mental para trabalhadores locais da saúde. MSF montou estruturas para a realização de testes em diversos locais ao ar livre de Patos que recebiam um fluxo constante de pessoas, possibilitando acesso mais fácil a testagem.
Promotores de saúde também foram até comunidades da região para compartilhar e reforçar informações sobre prevenção. As orientações incluíram o uso adequado de máscaras, lavagem correta das mãos e a necessidade de distanciamento físico. Também foi realizado monitoramento de pessoas com sintomas e de seus contatos, realizados testes e esclarecidas dúvidas gerais sobre vacinas e vacinação.
"É um alívio finalmente ver números mais baixos de pacientes em estado grave na UTI e um número menor de pacientes internados ao longo do tempo”, disse William Martin, coordenador de emergência de MSF. “Além disso, passamos a registrar um índice baixo de 10% de exames positivos nos nossos locais de testagem.”
MSF encaminhou um Relatório de Atividades aos departamentos de Saúde Regional e Municipal de Patos que inclui recomendações e descreve os aprendizados adquiridos durante o projeto. Durante a transferência de atividades para as autoridades de saúde regionais, ao hospital regional e aos municípios de Cacimba de Areia e Santa Teresinha, MSF realizou doações de testes rápidos de antígeno para COVID-19, máscaras, cilindros de oxigênio, oxímetros, luvas, álcool em gel e termômetros, entre outros suprimentos.
“O vírus continua circulando, então a pandemia ainda não acabou. É essencial seguir motivando as pessoas a manter as estratégias de prevenção para que possam proteger-se e também proteger aos outros”, afirmou Vinicius Caramuru, supervisor de promoção de saúde de MSF. “Além disso, as pessoas precisam ser totalmente vacinadas para diminuir o risco de ficarem gravemente doentes ou morrerem ou de se contagiar com o vírus e transmiti-lo a outros”, acrescentou ele.
No momento em que variantes mais contagiosas, como a Delta, circulam e se expandem pelo Brasil, MSF continuará a realizar o monitoramento epidemiológico na região e no país. A organização segue alerta para voltar a atuar se os casos de COVID-19 crescerem e tiverem impacto sobre o Sistema de saúde.
Desde o início da pandemia, equipes de MSF já trabalharam em 12 Estados brasileiros, com foco na prestação de assistência à parcela mais vulnerável da população e reforçando sistemas de saúde que muitas vezes necessitam de apoio para responder a um grande aumento no número de casos da doença.

Assessoria
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