Pelo menos 63 pessoas foram mortas no Iraque nas últimas 48 horas em manifestações violentas contra o Governo, em Bagdá e no sul do país, indicou hoje a comissão governamental dos direitos humanos.
Segundo essa comissão, a maioria das mortes ocorreu nas províncias de Missane e Zir Qar, no sul do país, onde os manifestantes atacaram ou incendiaram sedes de partidos, de grupo armados e gabinetes de dirigentes.
Os protestos ocorreram até agora em duas fases. A primeira, entre 1º e 6 de outubro, provocou, segundo números oficiais, 157 mortos, quase todos manifestantes.
A segunda começou na quinta-feira (24) à noite, após uma interrupção de 18 dias, por ocasião de uma importante peregrinação xiita, e fez até agora 63 mortos, de acordo com um balanço da comissão governamental de direitos humanos.
No total, 220 pessoas foram mortas desde o início desse período de manifestações.
Na sexta-feira (25) foram incendiadas sedes de partidos, gabinetes de deputados e sobretudo instalações de facções armadas do Hachd al-Chaabi, uma coligação de paramilitares, dominada por milícias xiitas pró-iranianas e aliada do governo iraquiano.
Hoje (27), três pessoas foram mortas quando incendiavam a casa de um chefe da segurança do conselho provincial de Zi Qar (no sul), de acordo com a comissão governamental dos direitos humanos.
Em Bagdá, foram mortas quatro pessoas que participavam nos protestos e que tentavam chegar à Zona Verde da capital, onde se situam os principais edifícios governamentais e embaixadas.
Centenas de iraquianos passaram a última noite na praça Tahrir e continuam a ocupar o local, garantindo que o seu protesto é pacífico.
A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque disse estar "muito preocupada com entidades armadas que procuram comprometer a estabilidade do país".
Agência Brasil com informações da RTP, agência pública de Portugal
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