
Maior competição da América do Sul, a Copa Libertadores da América foi conquistada nos últimos três anos por dois treinadores portugueses, casos de Jorge Jesus, pelo Flamengo de 2019, e Abel Ferreira, no Palmeiras de 2020 e 2021.
As recentes conquistas dos portugueses na América do Sul, abrem mercado para treinadores do velho continente no futebol sulamericano, que até pouco tempo preservava a cultura de contratar treinadores do próprio país, muito em função de manter o pensamento futebolística existente no continente, e que era apresentado na nossa principal competição, dominada historicamente por Brasil e Argentina em número de conquistas.
A chegada de treinadores lusitanos nas competições sulamericanas, mesmo não sendo treinadores das equipes de ponta da Europa, gerou uma discussão sobre a implantação de novas ideias e esquemas táticos diferentes do que estávamos acostumados a ver, incomodando a renomados treinadores no futebol brasileiro, que tiveram seus esquemas questionados e foram chamados de "ultrapassados".
A principal contribuição que os europeus trouxeram para a América do Sul e o Brasil, foi não só fazer os profissionais que atuam no futebol e o torcedor ter uma mentalidade vencedora, trabalhar também a ideia de que não basta vencer, mas é necessário ter disciplina tática, proposta de jogo equilibrada, e futebol bem jogado, algo que estava faltando aos treinadores sulamericanos, que ainda são adeptos a filosofia de fazer 1 a 0 e jogar o resto do tempo defendendo o placar.
Os títulos da Libertadores conquistados por Jorge Jesus e Abel Ferreira, servem de parâmetro para entender como está o futebol da América do Sul em comparação com a Europa, em termos da capacidade de entendimento de jogo, comando, modo de estudar o adversário e do tipo de cobrança que se faz aos atletas, que a cada dia que passa precisam ser mais profissionais e bem preparados dentro e fora de campo para competir em alto nível.
A bem da verdade nem tudo vai mudar a curto prazo, pois há mais de dez anos estamos numa espécie de segundo nível do futebol mundial, mas que as últimas três conquistas da Libertadores por treinadores de fora do nosso continente, representem uma semente de mudança na mentalidade de fazer futebol dos grandes clubes do continente, e possa desencadear um efeito dominó para os de médio e pequeno porte, em nome da recuperação do que sempre tivemos ao longo da história, que foi o respeito por saber fazer grandes craques e jogar um futebol de alto nível.
Genival Junior - Patosonline.com
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