Os familiares do empresário Ruan Ferreira de Oliveira, mais conhecido como Ruan Macário, acusado pela morte do motoboy Kelton Marques, em setembro de 2021, em João Pessoa, utilizaram as redes sociais ao longo dos últimos dias, para pedir que o mesmo responda em liberdade.
Em vídeo publicado pela família, eles questionam que a lei para crimes de trânsito está sendo aplicada para uns e outros não, exemplificando casos de acidentes com vítimas fatais que vem acontecendo na Paraíba e também em outros estados, e os suspeitos estão respondendo em liberdade.
Roberto Martins, pai de Ruan, publicou um texto em suas redes sociais questionando porque o mesmo continua preso, se comparado com outros crimes semelhantes. Veja o texto abaixo:
"Deixo aqui minha indignação pela situação que estamos vivendo há alguns meses, onde meu filho está preso por um acidente de trânsito, infelizmente (correto)!
Só que ele tem o direito (lei) de responder em liberdade igual inúmeros casos vem acontecendo aqui mesmo na Paraíba, como também em outros estados, de todos os suspeitos estarem respondendo em liberdade.
Acreditamos que tem algo errado nesse caso!!
POR QUE SÓ RUAN ESTÁ PRESO? POR QUE A MÍDIA SE CALA DIANTE DOS OUTROS CASOS?
Não é só um lado que sofre com esse lamentável acontecimento, cada um sabe o que se passa dentro de si e quem nos conhece sabe do nosso sofrimento também, inclusive, o filho dele sofre muito!! Só queremos que ele responda em liberdade com todas as restrições que a lei exige."
Ruan está preso no Presídio de Catolé do Rocha, Sertão do Estado, desde o dia 29 de julho, quando se entregou à polícia após 10 meses foragido. Em junho de 2022, a defesa de Ruan Macário apresentou um novo pedido de habeas corpus, que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em audiência de instrução realizada em novembro de 2022, Ruan Macário assumiu a autoria do crime enquanto era interrogado.
Ruan deve ir a júri popular. A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota manteve a prisão preventiva até o julgamento. Em decisão publicada pela juíza no último dia 18 de janeiro, o caso teve a materialidade comprovada.
Por Patosonline.com
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