De 505 delegacias especializadas no atendimento à mulher no país, apenas 57 (ou 11,3%) funcionam 24 horas por dia. Os dados foram levantados pelo g1 junto aos governos estaduais. Veja abaixo a situação em cada estado.
Para cumprir a nova lei que estabelece o funcionamento ininterrupto das delegacias da mulher – sancionada nesta semana pelo presidente Lula – os estados terão de correr para converter cerca de 440 unidades ao novo modelo.
A lei sobre o atendimento ininterrupto das delegacias da mulher foi proposta em 2020 pelo senador Rodrigo Cunha (União-AL) e aprovada pelo Senado no início de março. O texto foi publicado no Diário Oficial da terça-feira (4).
A nova lei prevê que o atendimento às mulheres nas delegacias especializadas seja 24 horas, inclusive em feriados e finais de semana. Além disso, deve ser feito em salas reservadas e, preferencialmente, por policiais do sexo feminino.
Manter delegacias sempre de portas abertas para mulheres vítimas de violência é um desafio e tanto em meio a um cenário discrepante.
Há estados, como Santa Catarina, sem unidades dedicadas exclusivamente ao atendimento de mulheres. Enquanto isso, São Paulo, por exemplo, tem dezenas de unidas especializadas para o público feminino (140), mas só 11 atendem continuamente. Já a Bahia tem 22 especializadas e nenhuma no regime 24 h.
Em Roraima, Distrito Federal e Amapá todas as delegacias da mulher são plantonistas, no entanto, não passam de três unidades em cada uma dessas unidades federativas. O número é baixo, considerando que são áreas com população de 652 mil a mais de 3 milhões de pessoas.
No Rio de Janeiro também só existem delegacias da mulher em regime de 24 h, sendo 14 ao todo.
Por falta de agentes e estrutura, a delegada da mulher em Patos, Silvia Alencar, enxerga dificuldades em cumprir a nova lei 14.541, que determina o funcionamento das delegacias da mulher 24 horas por dia.
A delegada relata que aguarda maiores orientações de seus superiores com relação ao exercício desse trabalho, uma vez que a Delegacia da Mulher de Patos, e muitas outras delegacias, possuem dificuldades em concentrar o atendimento preferencial em policiais femininas por insuficiência de profissionais para atender a demanda.
A delegada também considera a ampliação e oferta dos serviços especializados como sendo um dos grandes anseios da Polícia Civil e da sociedade no geral. Ela explica que o setor tem a esperança de que, com a nomeação dos próximos policiais, a repartição possa formar novas equipes. No entanto, ela garante que, apesar dessas complicações, as ações continuam e que não há nenhum tipo de impedimento para que a mulher busque esses serviços.
Fonte: g1
Complemento: Patosonline.com
Combate ao crime Novo comandante-geral da PM garante intensificação no combate às facções: “não vamos recuar um centímetro”
Tragédia Trabalhador morre após desabamento em mina na zona rural de São José do Sabugi
Assalto Dupla armada rouba motocicleta no bairro Monte Castelo, em Patos
Disparo acidental Militar é baleado dentro de batalhão do Exército, em Campina Grande
Tráfico de drogas Polícia Militar conduz cinco pessoas e apreende drogas em ações nas cidades de São Bento e Paulista
Tráfico de drogas Polícia Rodoviária Federal apreende, na Bahia, quase duas toneladas de maconha escondidas em caminhão frigorífico que seriam entregues na Paraíba
Atendimento online NOVIDADE: Delegacia Online da Polícia Civil passa a emitir boletins com assinatura digital automática
Mandado de Prisão Polícia Militar cumpre mandado de prisão e detém mulher monitorada por tornozeleira em Patos
Tráfico de drogas Polícia Civil prende mulher investigada por tráfico de drogas em Pombal Mín. 22° Máx. 33°