
A Justiça Federal da Paraíba (JFPB) determinou a realização de leilão com os bens ligados a investigados no caso Braiscompany, empresa paraibana alvo da Operação Halving, que investiga crimes contra o sistema financeiro. Entre os bens a serem leiloados estão carros de luxo como Porsche e Dodge RAM, uma moto aquática e imóveis, entre eles uma mansão em um condomínio localizado no interior da Paraíba (veja a lista completa de bens no fim da reportagem).
A marcação do leilão antes do julgamento final do processo é para prevenir a deterioração dos imóveis, automóveis e embarcações arrecadados até o momento, segundo a Justiça Federal.
De acordo com a decisão da Justiça, serão realizados dois leilões. O primeiro deles no dia 28 de junho, às 9h. Os bens poderão ser adquiridos pelo preço de avaliação.
Já o segundo leilão está marcado para acontecer no dia 6 de julho. Nele, os bens poderão ser comprados por um preço não inferior a 80% do valor da avaliação.
Ainda conforme a Justiça, os leilões devem acontecer virtualmente, através de um site especializado.
Segundo a decisão, pessoas físicas e jurídicas com situação regularmente constituídas podem concorrer à compra dos bens leiloados.
Para participar, é preciso se cadastrar no site do leilão (disponível acima) com pelo menos 72 horas de antecedência.
Servidores do setor de leilões da 4ª Vara Federal de Campina Grande, junto com o leiloeiro público oficial, estarão disponíveis para esclarecer dúvidas dos interessados.
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A Braiscompany se envolveu em uma polêmica financeira com suspeita de atraso de pagamentos de locação de ativos digitais para clientes. Denúncias feitas nas redes sociais deram início ao caso, que desde o dia 6 de fevereiro passou a ser investigado também pelo Ministério Público da Paraíba.
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Idealizada pelos sócios Antonio Neto Ais e Fabrícia Ais, a Braiscompany é especialista em gestão de ativos digitais e tecnologia blockchain. Os clientes convertiam seu dinheiro em ativos virtuais, que eram "alugados" para a companhia e ficavam sob gestão dela pelo período de um ano. Os rendimentos dos clientes representavam o pagamento pela "locação" dessas criptomoedas.
Milhares de campinenses, motivados pelo boca a boca entre parentes, amigos e conhecidos, investiram suas economias pessoais sob a promessa de um ganho financeiro ao redor de 8% ao mês. É uma taxa considerada irreal pelos padrões usuais do mercado.
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Segundo a PF, nos últimos quatro anos, foram movimentados cerca de R$ 1,5 bilhão em criptomoedas, em contas vinculadas aos suspeitos, sócios da Braiscompany, que estão foragidos.
No total, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, mas os sócios não foram encontrados.
O nome da operação, Halving, é em alusão ao aumento da dificuldade de mineração do bitcoin, que ocorre a cada quatro anos, período semelhante a ascensão e derrocada do esquema investigado.
Em abril deste ano, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma nova operação da Polícia Federal contra a Braiscompany. As ações da PF acontecem em Campina Grande e Assunção, na Paraíba, e na cidade de São Paulo.
De acordo com a PF, a operação, batizada de Select, é um desdobramento da operação Halving, que aconteceu em fevereiro. O objetivo da ação desta terça-feira é apreender evidências de organização criminosa voltada para os crimes apurados, em endereços ligados aos sócios e gerentes. O nome da operação é alusivo ao grupo de gerentes que mais captavam recursos para a empresa, entre as vítimas do suposto esquema. Em Campina Grande, as buscas foram nos bairros do Jardim Paulistano, no Centro e em um condomínio de luxo.
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Fonte: g1 PB
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