
Nesta quarta-feira, 27 de dezembro, uma internauta, que preferiu não se identificar, entrou em contato com a redação do Patosonline.com para relatar uma situação envolvendo o não pagamento de carta de crédito contemplada no valor de R$ 12.500,00 por parte de uma empresa que atua na cidade de Patos.
A jovem informou que procurou as autoridades policiais para denunciar o caso, por meio de um Boletim de Ocorrência, após uma empresa do ramo de investimentos financeiros, de razão social WRS Investimentos, sediada na Rua Pedro Firmino, não efetetuar o pagamento de uma carta de crédito contemplada no valor de R$ 12.500,00, mesmo sendo realizada a contrapartida inicial de R$ 2.000,00. Contudo, passados os prazos estipulados para o recebimento, o montante prometido não foi repassado à compradora.
O contrato firmado entre ela e a empresa foi formalizado em 1º de setembro de 2023, com a expectativa de que o valor da carta contemplada fosse disponibilizado entre 30 a 45 dias úteis. Apesar das tentativas de contato e cobranças junto à empresa, a jovem informou que recebeu somente promessas de que a questão seria resolvida em breve, alegando excesso de demanda.
Diante das dificuldades em obter a quantia prometida, ela buscou auxílio junto ao PROCON Municipal. Em uma ação fiscalizatória, o órgão constatou a ausência das licenças necessárias para o funcionamento regular da empresa, tanto o alvará, quanto de autorização para atuar como instituição financeira. Como medida emergencial, o Procon determinou a interdição do estabelecimento e concedeu um prazo de cinco dias úteis para regularização e atendimento às vítimas prejudicadas.
No entanto, ao final do período estipulado, a denunciante retornou ao local e informou que a sinalização de interdição havia sido removida, e em conversa com o porteiro do prédio foi relatado que as atividades estavam sendo retomadas normalmente. Ademais, outros clientes disseram estar com a mesma pendência com relação aos pagamentos por parte da empresa.
Diante disso, ela foi até a Delegacia de Polícia Civil e registrou o Boletim de Ocorrência acerca do caso, informando sobre o não pagamento do valor estipulado em contrato.
Sobre o assunto, o Patosonline.com entrou em contato com o secretário do PROCON Municipal de Patos, Ítalo Torres, e este, por sua vez, informou que após o órgão de defesa do consumidor, ao tomar conhecimento de que o lacre de interdição havia sido retirado, efetuou novas visitas à empresa, no entanto, as equipes de fiscalização não foram atendidas.
A partir de então, toda a documentação oriunda da investigação foi reunida e o caso oficiado ao Ministério Público e à Polícia Civil, para apuração de crimes de desobediência e crimes contra os consumidores, tendo em vista que tais representações criminais fogem da competência administrativa do PROCON.
"Ao tomarmos conhecimento de que haviam retirado os lacres de interdição, fizemos novas visitas à empresa, não fomos atendidos, de modo que juntamos toda a documentação oriunda da investigação e oficiamos o Ministério Público e a Polícia Civil para apuração de crimes de desobediência e crimes contra os consumidores, haja visto que tais representações criminais fogem da alça administrativa do PROCON", disse Ítalo Torres ao Patosonline.
A respeito do caso, o Patosonline.com não conseguiu contato com a empresa citada, mas deixa o espaço aberto para quaisquer esclarecimentos. Email: [email protected].
Por Patosonline.com
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