
O Ministério da Saúde atualizou o cenário epidemiológico da dengue no país nesta terça-feira (30/4). São mais de 4,1 milhões de casos prováveis da doença, 2.073 mortes confirmadas e outras 2.291 em investigação nas primeiras 17 semanas do ano, segundo dados do Painel de Arboviroses. Neste momento, o país está na quarta semana consecutiva de diminuição de casos. Ao todo, a pasta prevê um total de oito semanas para que a curva de incidência chegue a nível mais baixo.
"Essa epidemia teve um padrão um pouco diferente das outras. O que a gente observou é que ela teve uma subida muito rápida de casos, em média, 8 semanas. A gente espera também um total de 8 semanas para descer. Nas outras epidemias, o cenário demorava um pouco mais para a subida, 14, 15 semanas. A curva [neste ano] foi muito mais inclinada", explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.
Ela ainda alertou que este ano foi "atípico", mas que, com as mudanças climáticas, é possível que as diferenças notadas voltem a ocorrer nos próximos anos. Segundo Ethel, o sorotipo 3 já é uma preocupação para o próximo ciclo da doença. O tipo do vírus em questão era o que estava há 15 sem circular no Brasil, até este ano.
"Na descida ainda temos muitos casos acontecendo. É importante estar em alerta para salvar mais vidas", frisou.
A secretária de Vigilância em Saúde destacou também que o ministério está investindo no método Wolbachia para combater o Aedes aegypti, transmissor de arboviroses. A técnica consiste em inserir a bactéria em ovos do mosquito, em laboratório, e, assim, criar Aedes aegypti que portam o microrganismo. Infectados pela Wolbachia, eles não são capazes de carregar os vírus que causam dengue, zika, chikungunya ou febre amarela.
Um lote de Qdenga, que continha inicialmente cerca de 668 mil doses, vence nesta terça-feira. Em levantamento feito pelo Correio na semana passada, estimou-se que ao menos 86 mil doses ainda não tinham sido aplicadas nos municípios brasileiros contemplados com os imunizantes.
Perguntados se ainda havia doses remanescentes, os interlocutores do ministério responderam que sim, mas que devem ser "pouquíssimas"
"Na semana passada entramos em contato com todos os secretários onde ainda tinha [vacinas] a vencer. Ainda semana passada alguns já não tinham dose. Já estamos monitorando. A nossa informação é de [que há] pouquíssimas doses", afirmou Maciel.
"A informação que nós temos é de que foi feita toda a distribuição e agora depende da aplicação e atualização da base de dados. Houve todo um trabalho para não ter desperdício e, se acontecer, vai ser algo bem pequeno dentro de tudo que recebemos", acrescentou Éder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Correio Braziliense
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