
Enquanto esporte, o Jiu-jítsu tem se tornado cada vez mais popular no país, rompendo as fronteiras das grandes cidades do estado e chegando ao sertão pernambucano, inspirando pessoas de todas as idades a se tornarem atletas. A história de Ricardo Silva é prova disso.
Diretamente da cidade de Tabira, Sertão de Pernambuco, o atleta de 28 anos tem se destacado bastante em competições recentes, como no Brasileiro região nordeste, organizado pela FIJJD, a Federação Internacional de Jiu-Jítsu Desportivo, e que ocorreu neste último domingo 26 de maio.
Competindo com atletas de 92 a 99 quilos, Ricardo conquistou o primeiro lugar da categoria, o que lhe rende uma medalha de ouro. Na categoria peso aberto, ele levou para casa uma medalha de bronze, se consagrando como um dos principais nomes dessa importante competição.
"Agradeço, em primeiro lugar, a Deus, minha esposa e familiares, além do meu patrocinador Moto Peças Dois Irmãos, que vem fortalecendo cotidianamente. E também aos amigos e colegas de treino do Corpo e Mente Recife, com a orientação do mestre Matheus Miranda", disse.
Amante dos esportes desde a infância, Ricardo já praticou de tudo, como futebol, vôlei e até capoeira, pela diversão e enquanto forma de cuidar da sua saúde física e mental, mas foi como atleta de Jiu-jítsu que acabou descobrindo nas competições que levava jeito para a coisa.
"Minha inspiração para as artes marciais foi sempre querer me envolver em algum esporte para minha saúde mental e física, mas nunca de uma forma competitiva, só pelo lazer. Quando eu descobri o Jiu-jítsu, eu enxerguei uma oportunidade de me destacar e ser visto com outros olhos", comentou.
Entre as dificuldades de treinar e competir como atleta, Ricardo destacou a falta de patrocínio que infelizmente é um problema bastante presente na maioria das competições. Apesar disso, o atleta ressaltou a importância de não desanimar e sempre buscar evoluir.
"Um dos maiores obstáculos na vida de um atleta de artes marciais é questão do patrocínio, tanto do poder público quanto dos empresários. Muitos atletas deixam de competir por não conseguir ter verba para ir as competições e isso é muito difícil", relatou.
Ricardo também destacou a importância social do esporte para jovens de sua terra natal, comentando como através de seus resultados, o Jiu-jítsu pode servir de inspiração para que novos atletas se formem, tanto em Tabira quanto em todo o estado.
"Nunca desistam, esse esporte nos fortalece no dia a dia para buscar nossos objetivos, dentro e fora dos tatames e campeonatos. Minha esperança é que meu exemplo possa estimular a prática esportiva como fonte de qualidade de vida e de grandes conquistas", finalizou.
Por Assessoria
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