Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a greve dos docentes pode ser encerrada após a assinatura de um acordo com o Governo Federal, prevista para ocorrer durante uma nova assembleia nos dias 26 e 27 de junho. Fernando Cunha, secretário executivo da ADUFPB (Sindicato dos Docentes da UFPB), detalhou os desenvolvimentos em entrevista ao Portal MaisPB e Programa HoraH.
Proposta Governamental: O Governo Federal apresentou uma proposta que contempla efeitos financeiros e não financeiros, resultante das negociações durante a greve dos docentes.
Recursos para Universidades: No âmbito nacional, o Governo sinalizou com novos recursos no total de R$ 5,5 bilhões para universidades, hospitais universitários e institutos federais. A UFPB receberá um montante de R$ 14 milhões em investimentos.
Reajuste Salarial: O acordo inclui um reajuste salarial de 9% em 2025 e 3,5% em 2026 para os docentes. Além disso, haverá mudanças na carreira acadêmica, com aumentos de percentuais no início e no final da carreira.
Revogação de Portarias: O Governo se comprometeu a revogar imediatamente portarias que reduzem direitos e instruções normativas implementadas no governo anterior.
Reenquadramento de Aposentados: O acordo também prevê discutir o reenquadramento dos professores aposentados em função da nova estrutura de carreira no Ministério da Educação.
Fernando Cunha destacou que, apesar de não ser a proposta ideal, ela representa um avanço conquistado através da greve dos docentes. A assembleia prevista para a próxima semana visa formalizar o acordo, com o apoio do Comando Nacional, permitindo que os professores da UFPB encerrem coletivamente a greve.
Com o encaminhamento positivo da proposta e a indicação de assinatura do acordo, os docentes da UFPB estão alinhados em buscar uma solução que atenda às suas demandas, mas também assegure o funcionamento regular da universidade e o retorno das atividades acadêmicas de forma organizada.
Por Patos Online
Com MaisPB
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