
O vereador Jamerson Ferreira (MDB) voltou a falar, na última sessão ordinária realizada na terça-feira (06), sobre uma suposta agiotagem envolvendo um pré-candidato a vereador, que, segundo ele, estava acontecendo no Hospital Regional de Patos. O parlamentar afirmou que o pré-candidato estaria prometendo resolver problemas no hospital, alegando ter acesso privilegiado à instituição.
Em suas declarações, Jamerson destacou a gravidade da situação, mencionando que áudios do pré-candidato estão circulando no WhatsApp, nos quais ele afirma estar disponível no hospital para resolver qualquer problema que necessite de sua intervenção. O vereador reforçou a necessidade de uma ação rigorosa por parte do Ministério Público em relação a essas denúncias.
Em resposta, a assessoria do Hospital Regional de Patos emitiu uma nota de esclarecimento:
Em relação aos pronunciamentos de vereadores de Patos, durante a sessão legislativa desta terça-feira (6), a direção do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC) esclarece que:
"Em nenhum momento ou circunstância houve, nem haverá, ingerência por parte de terceiros ou candidatos a cargos públicos nos serviços prestados pela unidade à população dos 89 municípios aos quais o hospital é referência. Tanto pelo fato de isso não ter o menor fundamento, quanto pela gestão das unidades, que obedece a rígidos controles a partir de uma regulação estadual que centraliza nela a marcação de consultas, procedimentos cirúrgicos e outros serviços de saúde. A Central de Regulação do Governo da Paraíba há tempos é quem disponibiliza leitos, faz marcação de cirurgias eletivas e autoriza procedimentos, deixando às unidades hospitalares apenas a execução dos serviços, com exceção das urgências e emergências, que são realizadas de imediato, sem autorização prévia, em função da necessidade de assistência.
O CHRDJC não está aberto “aos seus”, até porque, em um serviço 100% SUS, todos os cidadãos, inclusive quem não é paraibano, têm direito à assistência em saúde em hospitais públicos.
Há tempos não há fila de espera para procedimentos no Hospital de Patos. E isso é resultado de uma política pública de saúde adotada pelo Governo Estadual, que interiorizou serviços e interligou todas as unidades via Central de Regulação, o que possibilita uma interação entre os hospitais da rede, que dão respostas ágeis e eficientes às demandas da população.
O caso isolado de uma pessoa que fala em nome próprio, sem autorização e indevidamente, não pode ser atribuído à direção do hospital, nem muito menos questionar a credibilidade da instituição, que vem ao longo de sete décadas oferecendo um serviço em saúde igualitário, respeitando regras e condutas do serviço público.
Por fim, o fato de o diretor-geral ser também presidente do partido não tem gerado conflito de funções, uma vez que os papéis são desempenhados sem que haja interferência de um cargo no outro."
Patos, 07 de agosto de 2024
Ouça áudio abaixo:
Vereador Jamerson Ferreira - Crédito: Câmara Municipal, com edição de Higo de Figueirêdo/Rádio Espinharas FM
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