
Na manhã desta terça-feira (20), advogados e advogadas da Paraíba, incluindo o presidente da Seccional, Harrison Targino, realizaram na cidade de Piancó, no Sertão do estado, um ato público de desagravo em apoio ao advogado José Cassimiro Leite, que foi detido durante uma operação conjunta das forças de segurança no município de Aguiar, na noite de 25 de julho deste ano.
Cassimiro disse que foi vítima de grave violação dos direitos humanos e do estado democrático de direito em uma ação truculenta e sem ordem judicial.
“Na minha vida inteira, eu nunca tive e nem tenho nenhuma investigação ou processo em relação à minha pessoa. Não é algo compreensivo uma ação com tamanha violência”, falou o advogado.
O juiz Pedro Davi Alves de Vasconcelos, da 1ª Vara Mista de Piancó, reconheceu a nulidade e ilegalidade das ações de busca e apreensão feitas na residência do advogado.
José Cassimiro Leite relata que a sua condução para a delegacia, além de ilegal, teve requintes de humilhação, pois ele foi colocado no compartimento traseiro da viatura algemado, onde teria ficado por mais de 4 horas. Ele compara a ação dos agentes ao que ocorria na ditadura militar.
“Eu espero que as instituições tomem as devidas providências. Inclusive, são crimes de ações públicas incondicionadas, onde os próprios órgãos de fiscalização e proteção vão fazer as devidas investigações”, ressaltou.
O ato de desagravo em Piancó reuniu dezenas de colegas de profissão, que aproveitaram a ocasião para defender as prerrogativas da categoria. “É um evento grandioso e histórico para que sirva de exemplo para que uma violação de direitos humanos dessa nunca mais ocorra em nosso estado, em nosso país”, sublinhou José Cassimiro.
A Operação Angico fez parte das investigações contra um grupo criminoso que teria sede na cidade de Aguiar e estaria envolvido em crimes de homicídios, extorsões, dentre outros delitos na região do Vale do Piancó.
Ela reuniu Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Secretaria de Estado da Segurança, Defesa Social da Paraíba, Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba e Corpo de Bombeiros. Mas o advogado citou apenas agentes da PM e da PC no ato de desagravo.
Fonte: Diário do Sertão
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