
A mulher acusada de matar a facadas e depois degolar o filho de 6 anos, em João Pessoa, segue internada em estado grave no Hospital de Trauma uma semana após o crime. Segundo o hospital, ela está em coma, entubada e o quadro clínico segue considerado grave.
O crime aconteceu na última sexta-feira, 20 de setembro. Ela, de 26 anos, reagiu à prisão, tentou atacar os agentes e precisou ser contida, tendo sido baleada 14 vezes, com os tiros atingindo a região do abdômen dela.
O g1 entrou em contato com a delegada Luísa Correia, que investiga o caso, mas a delegada informou que não irá repercutir o crime e o andamento das investigações. O caso é tratado como um homicídio com sinais de crueldade.
O crime aconteceu dentro do apartamento onde moravam, na sexta-feira (20), no bairro de Mangabeira IV, em João Pessoa. Foram os vizinhos da mulher que escutaram gritos da criança e barulhos vindo do imóvel e chamaram a polícia. Quando os policiais chegaram, encontraram a criança morta.
O tenente-coronel Ferreira, comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, disse que os policiais encontraram a mulher sentada numa cadeira, com a cabeça do filho no colo. Foi nesse momento que ela teria tentado atacar os policiais e foi baleada.
A suspeita de 26 anos foi socorrida e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde está mantida sob custódia. A mulher segue internada na UTI da unidade hospitalar, está em coma e o estado é considerado grave. O hospital ainda informou que os disparos que ela recebeu foram na região do abdômen.
A Polícia Civil confirmou que a mulher foi paciente do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, mas não informou o motivo da internação e quando ocorreu. Ainda segundo a polícia, o inquérito será finalizado em até 10 dias.
A suspeita morava no apartamento onde o crime foi cometido há cerca de um mês e não era uma pessoa conhecida pela vizinhança. Ninguém soube informar o que pode ter provocado o crime.
A jovem de 26 anos estudou em uma escola de Itambé, em Pernambuco, e se mudou para João Pessoa em 2020, conforme consta em suas redes sociais.
Policiais que tiveram que atirar contra a mulher passaram por acompanhamento psicológico
Os agentes da Polícia Militar da Paraíba que participaram da ocorrência da criança de seis anos que foi decapitada pela própria mãe, em João Pessoa, em 20 de setembro, passaram por acompanhamento psicológico. Os três agentes estão afastados preventivamente
De acordo com o tenente-coronel Ferreira, comandante do 5º Batalhão da PM, três agentes foram apresentados na segunda-feira (23), no espaço Viver Bem da Polícia Militar e passaram por uma avaliação psicológica.
Ainda segundo o tenente-coronel, é um procedimento de protocolo, e, inicialmente, os agentes foram levados para o acompanhamento porque tiveram que disparar contra a mulher para contê-la. A situação da decapitação foi um condicional da situação para o acompanhamento psicológico dos agentes.
Fonte: g1 PB
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