
O presidente Lula oficializou, nesta terça-feira, 25, a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, como primeira etapa da ampla reforma ministerial que o petista vai desencadear nas próximas semanas. Agora, a tendência é que a pasta seja destinada ao petista Alexandre Padilha, hoje ministro das Relações Institucionais. Lula chegou a cogitar a substituição de Nísia por Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde e atual presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Mas foi convencido pelo núcleo duro do Palácio que Padilha poderia ter maior desenvoltura nessa função no momento em que o governo precisa, urgentemente, mostrar resultados. Lula comunicou a exoneração da ministra em reunião realizada nesta terça no Palácio do Planalto. No entanto, o petista decidiu na semana passada fazer a mudança.
Como mostramos, a própria Nísia tentou – sem sucesso – buscar apoio do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Nísia passou a ser alvo do próprio Lula nas últimas semanas. Esse desconforto aumentou ao longo de fevereiro, quando o presidente da República registrou seu pior índice de popularidade entre todas as suas gestões. Para o petista, o Ministério da Saúde ainda não apresentou qualquer política pública de impacto que possa melhorar os índices de aprovação do petista.
Lula colocou na conta de Nísia os atrasos para a implementação do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), uma das apostas do petista para dar nova visibilidade à saúde pública. A política era vista como uma oportunidade de mostrar avanços do governo na área, mas, até agora, os resultados não conseguiram convencer o presidente.
Patosonline.com
Texto produzido com base em informações divulgadas pelo site O Antagonista
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