O recém-criado Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal na Paraíba começa a atuar a partir desta sexta-feira (14).
Em entrevista concedida a imprensa paraibana, o coordenador Tiago Misael, atribuiu a criação do grupo à elevada quantidade de processos envolvendo crimes oriundos de desvios recursos públicos.
“Nós ofereceremos auxílio aos procuradores naturais dos casos que demandam a nossa ajuda e atuaremos no crime organizado que existe. Se houver um crime organizado de contrabando, podemos atuar. Se houver crimes de fraude previdenciária podemos atuar também. Da mesma coisa envolvendo crimes de assalto a bancos, mas não posso deixar de dizer que a grande quantidade de processos que temos de crimes organizados na Paraíba são oriundos de desvios de recursos públicos. Casos licitatórios e lavagem de dinheiro por exemplo”, frisou Misael.
A equipe do Gaeco do MPF ainda contará com Victor Veggi e Antônio Edílio Magalhães (que atuam na região da capital João Pessoa), além de Bruno Barros e Bruno Galvão (Campina Grande-PB) e João Raphael (de Guarabira-PB). A Paraíba é a segunda unidade do MPF a ter o Gaeco. A outra é Minas Gerais.
“A criação do grupo se deu por uma percepção dos colegas procuradores. Nós atuando de forma separada apenas enxergávamos parte do problema que toca as cidades onde trabalhamos, sentíamos a necessidade de fazer um órgão que tenha uma visão macro, de crimes que acontecem no estado da Paraíba. Foi a partir dessa percepção e do anseio de dar uma resposta a sociedade”, avaliou.
Para Misael, a atuação do Gaeco do Ministério Público da Paraíba servirá de inspiração para o novo grupo.
“É um exemplo nacional de como se fazer o enfrentamento dessas organizações criminosas, com inteligência, tecnologia e boa técnica jurídica. Então nós olhamos para experiência do Gaeco estadual com muito orgulho, é um exemplo exitoso”, elogiou. “Os métodos de investigação serão aqueles que o Ministério Público Federal dispõe, alguns são semelhantes ao do Gaeco estadual e alguns são diversos”, completou o procurador Tiago Misael.
MaisPB
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