
A Amazônia Legal registrou um crescimento alarmante de 482% na degradação florestal em 2025, atingindo a marca de 33.807 km² de área comprometida, segundo levantamento do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Trata-se do pior índice já registrado desde o início da série histórica, em 2009.
No mesmo período de 2024, a degradação havia alcançado 5.812 km². A escalada drástica é atribuída principalmente ao aumento das queimadas e à intensificação da extração madeireira ilegal, que vêm acelerando a destruição do bioma amazônico, mesmo em áreas onde não houve desmatamento total.
Segundo o Imazon, a degradação florestal — que engloba danos severos ao ecossistema sem a remoção completa da cobertura vegetal — é um indicativo de pressão crescente sobre a floresta e frequentemente antecede o desmatamento definitivo. Além disso, compromete a biodiversidade, contribui para as mudanças climáticas e enfraquece a capacidade da floresta de regeneração e absorção de carbono.
O gráfico divulgado pela organização Ranking dos Políticos mostra uma tendência crescente da degradação desde 2015, com picos em 2018 e 2021, e um salto extraordinário em 2025. O dado foi recebido com preocupação por ambientalistas, especialistas e organizações da sociedade civil.
A alta ocorre em meio a um cenário de desafios para o governo federal na área ambiental, especialmente no combate a crimes ambientais e no fortalecimento de políticas de preservação. Apesar dos esforços de fiscalização anunciados por órgãos como o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente, o resultado evidencia a necessidade urgente de medidas mais eficazes e articuladas com os estados da região amazônica.
Patosonline.com
Com informações do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD)
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