
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em mais um capítulo da crescente tensão entre os governos brasileiro e norte-americano. Em carta divulgada nesta quinta-feira (17), na rede social Truth Social, Trump afirma que Bolsonaro é vítima de um “sistema injusto” e criticou duramente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de promover censura e perseguir opositores.
“Prezado Sr. Bolsonaro, vi o tratamento terrível que você está recebendo nas mãos de um sistema injusto que se voltou contra você. Esse julgamento deveria acabar imediatamente!”, escreveu Trump. Segundo o líder norte-americano, não surpreende que Bolsonaro esteja “liderando nas pesquisas”, destacando que ele foi “um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país”.
A mensagem é mais uma ofensiva de Trump contra o governo Lula e a Justiça brasileira, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), onde Bolsonaro é réu sob acusação de integrar uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022.
Na mesma carta, Trump manifestou “preocupação com os ataques à liberdade de expressão — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — vindos do atual governo” e afirmou que sua insatisfação tem sido expressa tanto publicamente quanto “por meio da política tarifária”.
O republicano pediu mudanças imediatas por parte do governo brasileiro: “É minha sincera esperança que o Governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar os opositores políticos e encerre esse regime ridículo de censura. Estarei observando de perto.”
A retórica de Trump se soma à recente decisão de impor uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, anunciada em 9 de julho, também através da Truth Social. Na ocasião, Trump justificou a medida com base no tratamento dado a Bolsonaro pelo sistema judiciário brasileiro. O gesto foi interpretado como uma retaliação direta ao presidente Lula e uma tentativa de interferência no cenário político brasileiro.
Confira a carta:

"Prezado sr. Bolsonaro:
Tenho visto o tratamento terrível que você está recebendo das mãos de um sistema injusto que se voltou contra você. Este julgamento precisa parar imediatamente! Não me surpreende vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país.
Compartilho do seu compromisso em ouvir a voz do povo e estou muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — vindos do atual governo. Tenho manifestado fortemente minha desaprovação, tanto publicamente quanto por meio de nossa política tarifária.
Minha sincera esperança é que o governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar opositores políticos e acabe com seu ridículo regime de censura. Estarei observando de perto."
A postura de Trump em relação a Bolsonaro repete sua estratégia de apoio a aliados conservadores que enfrentam problemas com a Justiça. Em outro caso semelhante, o presidente norte-americano criticou o julgamento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por corrupção, classificando-o também como vítima de “caça às bruxas”. Dias depois, o tribunal israelense adiou o processo.
No caso brasileiro, Trump tem intensificado suas manifestações de apoio a Bolsonaro. No último dia 15, ele voltou a dizer que o ex-presidente brasileiro está sendo perseguido injustamente. “Ele não é meu amigo, mas é alguém que conheço. Representa milhões de brasileiros, pessoas maravilhosas. Ama o Brasil e lutou muito por essas pessoas. Agora querem prendê-lo. Isso me parece uma caça às bruxas, e acho muito triste”, declarou Trump.
O republicano ainda mencionou que, embora tenha enfrentado Bolsonaro em negociações comerciais, reconheceu nele um “governante comprometido com os interesses do seu povo”.
As declarações de Trump e as medidas unilaterais adotadas por seu governo acirraram os ânimos entre Brasília e Washington. O governo Lula tem reagido com firmeza, defendendo a soberania nacional e acionando mecanismos legais, como a Lei de Reciprocidade Econômica e possíveis representações na Organização Mundial do Comércio (OMC), para reverter os impactos econômicos do tarifaço.
Em pronunciamento em rede nacional, também nesta quinta-feira (17), Lula criticou o que chamou de “interferência inaceitável” de Trump e afirmou que o Brasil “não aceitará chantagens nem ameaças que comprometam a democracia e os interesses nacionais”.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
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