
Faleceu na tarde desta terça-feira (16 de dezembro), no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, de 44 anos, investigado pela Polícia Federal por suspeita de integrar um esquema de fraude em concursos públicos. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da unidade hospitalar, que informou que o paciente estava internado na Área Vermelha e foi a óbito às 16h27.
Segundo o hospital, Wanderlan havia dado entrada na unidade na segunda-feira (15), após apresentar agravamento no estado de saúde. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação oficial sobre a causa da morte.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Pabhlo Rhuan, Wanderlan enfrentava um quadro de coagulopatia, condição clínica que compromete a coagulação do sangue e dificulta o controle de sangramentos. Ele já havia sido internado anteriormente na UPA Dr. Otávio Pires de Lacerda (UPA do Campo da Liga), em Patos, no dia 10 de outubro, cerca de oito dias após ter sido preso pela Polícia Federal.
O ex-policial ganhou repercussão nacional ao se tornar alvo de investigações da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em concursos públicos federais, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024. Conforme a PF, Wanderlan teria se inscrito no certame para demonstrar o funcionamento do esquema criminoso e chegou a ser aprovado para o cargo de auditor fiscal do trabalho, função com salário inicial de R$ 22,9 mil, mas não compareceu ao curso de formação.
Durante a operação da Polícia Federal, ele chegou a ser preso, porém obteve liberdade posteriormente por decisão judicial, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, levando em consideração o agravamento de seu quadro clínico.
A Polícia Federal aponta Wanderlan como líder do esquema criminoso. Ex-cabo da Polícia Militar da Paraíba, ele foi expulso da corporação em 2021 e já havia sido condenado por tortura contra um adolescente dentro de uma viatura policial. No ano passado, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a condenação a seis anos de prisão, além da perda do cargo público.
Natural de Patos, no Sertão paraibano, Wanderlan Limeira de Sousa tinha 44 anos.
Por Patos Online
Com informações complementares de Pabhlo Rhuan
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