
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (8), o Programa Captura, uma ação de articulação nacional voltada à identificação, localização e prisão de criminosos considerados de alta periculosidade em todo o território brasileiro.
Segundo o Ministério, a medida tem como principal objetivo cumprir mandados de prisão estratégicos para o enfrentamento às organizações criminosas e para a redução da criminalidade violenta no país. O programa é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Uma das principais ferramentas do programa é o site gov.br/captura, que reúne, de forma integrada e transparente, a lista dos 216 foragidos mais procurados do Brasil. Cada estado indicou oito alvos prioritários, selecionados a partir de uma matriz de risco, que considerou critérios como gravidade do crime, vínculo com facções criminosas, existência de múltiplos mandados de prisão e atuação interestadual.
O Programa Captura também estimula a colaboração direta da população, por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelos telefones 190 e 197.
Os oito paraibanos que aparecem na lista são:
Flávio de Lima Monteiro, o "Fatoka"

Fatoka é apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho na Paraíba, alvo de uma operação da Polícia Civil que bloqueou R$ 125 milhões do grupo e prendeu 24 pessoas, em setembro deste ano. Há pelo menos dez mandados de prisão em aberto contra ele por diversos crimes.
Contra Fatoka há 13 mandados em aberto pela Justiça da Paraíba por diversos crimes, entre eles, homicídio.
Ele foi um dos 92 presos que fugiram durante uma rebelião na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, a PB1, em 2018. Meses depois da fuga, Fatoka foi localizado em Alagoas e preso novamente.
Após a prisão, houve o relaxamento do cumprimento da pena por parte da Justiça, e ele foi posto em liberdade para cumprir medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira e depois fugiu para o Rio de Janeiro.
Jonathan Ricardo de Lima Medeiros

Conhecido como "Dom", Jonathan chegou a ser apontado como um dos chefes do Comando Vermelho na Paraíba em 2024. Na época, a polícia suspeitava que ele estaria foragido no Rio de Janeiro, de onde transmitia ordens aos faccionados e fornecia drogas e armas para ataques a facções rivais.
Contra Jonathan, há dois mandados de prisão em aberto. Um deles é por associação criminosa para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e também roubo qualificado.
Damião Barbosa, o "Damião de Araçagi"

Conhecido como "Damião de Araçagi" ou "Coroa Damião", ele é apontado pela Polícia Civil como integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e muito próximo ao chefe da organização criminosa no estado.
Em outubro, durante a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, ele chegou a ser dado como preso pela própria Polícia Civil da Paraíba. No entanto, está foragido, após levantamento de informações dos órgãos de inteligência.
Ao g1, após a divulgação da lista, a Polícia Civil da Paraíba disse que ele não foi preso e que "a comunicação com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, após a megaoperação foi um pouco difícil por conta da quantidade de presos na ocasião" e, por esse motivo, "lguns dados acabaram se desencontrando".
Contra ele, há dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de de roubo majorado, com qualificadoras como uso de arma, concurso de pessoas, restrição da liberdade da vítima e tráfico de drogas.
David Ferreira da Costa, o "Mago"

Apelidado de "Mago David", ele é considerado pela polícia como chefe do núcleo operacional do Comando Vermelho na Paraíba e atuava principalmente em Cabedelo, na Grande João Pessoa.
Ele foi alvo da operação da Polícia Civil que bloqueou R$ 125 milhões do grupo e prendeu 24 pessoas, em setembro deste ano. Na época, a polícia afirmou que ele estava foragido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Ao todo são seis mandados de prisão em aberto contra David, também por diversos crimes, entre eles lavagem ou ocultação de bens, associação para o tráfico de drogas, integrar facção criminosa, entre outros.
Edivan Melo de Jesus, o "Nego"

Conhecido como "Nego" ou “Nego 4 Boca”, Edivan também integra o Comando Vermelho na Paraíba, atuando como porta-voz da presidência dentro do estado. Em 2024, ele tinha poder de “gestão” na organização criminosa e atuava na comunidade das Quatro Bocas, no bairro do Sesi, em Bayeux.
Uma das principais funções dele era atuar no tráfico de drogas, fornecimento de munições, armas de fogo e pessoas para realizar ataques orquestrados pela facção.
Contra Edivan, há um mandado de prisão em aberto pela Justiça, por tráfico de drogas, associação para o tráfico, entre outros.
Lucian da Silva Santos, o "Galo"

Apelidado de Galo, Lucian foi apontado como membro do conselho do Comando Vermelho na Paraíba e era tido como chefe do tráfico em comunidades como o Mutirão, em Bayeux, no ano de 2024.
Sebastião de Azevedo Ferreira, o "Bastos"

Conhecido como Bastos, Sebastião é apontado como um dos principais fornecedores de drogas em larga escala para a facção criminosa Okaida, na Paraíba.
Contra ele, há um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas, pela 1ª Vara de Entorpecentes de João Pessoa.
Elvis Carneiro da Silva

Em 2024, Elvis se tornou réu por tráfico de drogas, crime nacional de armas e organização criminosa. Não há mais detalhes sobre a participação dele com organizações criminosas na Paraíba.
O programa foi concebido como uma ação estruturante do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na integração entre as Polícias Civis, Militares, unidades de inteligência estaduais e forças federais. A lista nacional de procurados permite que os órgãos de segurança de diferentes estados identifiquem alvos prioritários fora de suas regiões, facilitando operações conjuntas e acelerando capturas interestaduais.
De acordo com a portaria que institui o programa, o cadastro dos foragidos poderá ser atualizado semestralmente, ou a qualquer tempo, em casos excepcionais, garantindo que o banco de dados acompanhe a dinâmica do crime organizado.
Como parte da estratégia de combate ao crime organizado, o MJSP anunciou a instalação de uma célula operacional do Programa Captura no Rio de Janeiro. A decisão se baseia no fato de que criminosos de várias regiões do país frequentemente se escondem em áreas do estado fluminense, exigindo uma ação mais direta e integrada das forças de segurança.
Também nesta segunda-feira (8), o ministro Ricardo Lewandowski instituiu, por meio da Portaria MJSP nº 847/2025, o Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado (Orcrim). O sistema funcionará como um repositório seguro e estratégico de informações de inteligência, voltado exclusivamente ao combate às organizações criminosas.
O Orcrim permitirá a interoperabilidade entre bancos de dados, integração entre órgãos de segurança e padronização de metodologias de identificação de membros de facções criminosas. O acesso será restrito às agências de inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civis, Militares, secretarias de segurança pública e sistemas penitenciários.
A governança do novo sistema ficará sob responsabilidade da Senasp, que definirá as normas técnicas para operação, adesão e tratamento dos dados.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB
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