
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigou o feminicídio da policial penal Edvânia Vieira da Silva, de 44 anos, e confirmou o indiciamento do marido da vítima, Leo Pereira Lima, de 38 anos, e da amante dele, Jucineide Alves Lima. O crime foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos.
De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, a corporação tomou conhecimento do caso no dia 8 de novembro e iniciou imediatamente as diligências. Leo Pereira Lima foi preso ainda na madrugada do dia seguinte ao registro do fato. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou a participação da amante, localizada e presa posteriormente na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, com apoio da Polícia Civil baiana.
Segundo o delegado, a hipótese inicial de envolvimento de facção criminosa — sugerida por pichações encontradas na residência — foi descartada ao longo da apuração. “Comprovamos que se tratou de um feminicídio, com a participação da amante, que auxiliou materialmente na execução do crime”, afirmou.
A motivação, conforme a investigação, reúne fatores financeiros e passionais. A Polícia Civil identificou que a vítima havia contraído empréstimos pouco antes do crime e que o investigado mantinha um relacionamento extraconjugal, circunstâncias que teriam contribuído para conflitos e para o planejamento do homicídio. Apesar de os acusados não terem confessado, o delegado ressaltou que foram reunidos elementos considerados suficientes para o indiciamento.
As pichações encontradas no imóvel, segundo a polícia, foram feitas para simular ligação com organização criminosa e tentar desviar o foco das investigações. “A honra da policial penal permanece ilibada. Não houve qualquer envolvimento dela com facção criminosa”, reforçou Claudinor Lúcio.
O Ministério Público ofereceu denúncia contra o marido e a amante pelo crime de feminicídio. Leo Pereira Lima também foi denunciado pelo furto da arma funcional da vítima. O caso será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Leo segue preso na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa. Já Jucineide Alves Lima permanece custodiada em Paulo Afonso (BA). A prisão temporária dela foi prorrogada por 30 dias e posteriormente convertida em preventiva.
Edvânia foi encontrada morta ao lado da cama, ainda fardada, após dois dias sem manter contato com familiares e colegas de trabalho. A perícia apontou indícios de violência, incluindo marcas de esganadura e hematomas pelo corpo, sem registro de perfurações aparentes.
Com mais de 10 anos de atuação no sistema prisional, a policial penal era considerada uma profissional dedicada. A direção da unidade onde trabalhava manifestou profundo pesar pela morte.
Por Patos Online
Com informações de Pabhlo Rhuan
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