
A dor da perda deu lugar a um forte apelo por conscientização. Em entrevista à TV Sol, a mãe de Ianca Soares Diniz, de 29 anos, assassinada pelo companheiro em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, relatou o sofrimento da família e deixou um alerta às mulheres para que não se submetam a relacionamentos motivados por necessidade ou falsas promessas.
Natural de Patos, no Sertão da Paraíba, Ianca era mãe de seis filhos e, segundo a família, sempre foi uma mulher trabalhadora e determinada. Gilberlândia Fernandes destacou a força e a habilidade da filha, que atuava em serviços pesados na confecção de calçados e bolsas, funções geralmente exercidas por homens. Apesar do esforço, Ianca enfrentava dificuldades financeiras e era a única responsável pelas despesas da casa.
De acordo com o relato, Ianca decidiu deixar Patos após aceitar a proposta de um homem com quem se relacionava havia cerca de três meses, Madiel Silva, de 29 anos. Ele prometeu ajuda, trabalho e um recomeço no Rio Grande do Sul. Mesmo contra a vontade da mãe, a jovem seguiu para São Francisco de Paula movida pela necessidade de sustentar os filhos e quitar dívidas acumuladas.
Na Serra Gaúcha, Ianca passou a trabalhar na colheita de batatas, enfrentando frio intenso e jornadas exaustivas. Cerca de um mês e meio após a mudança, sua vida foi interrompida de forma trágica.
"Ele pegou ela pela precisão, a necessidade, minha filha tava passando necessidade com os filhos dentro de casa [sic]", afirmou.
Segundo a mãe, o crime ocorreu após Ianca decidir encerrar o relacionamento, decisão que não teria sido aceita pelo companheiro. O acusado, Madiel Chagas de Oliveira Silva, de 29 anos, foi preso posteriormente na cidade de Bom Jesus (RS) e encontra-se à disposição da Justiça.
Ianca deixou seis filhos, que agora estão sob os cuidados de familiares e dos respectivos pais. A família afirma não buscar vingança, mas justiça.
Mesmo em meio à dor, a mãe transformou o luto em um recado direto às mulheres. Ela pediu cautela diante de promessas de ajuda feitas por pessoas com pouco tempo de convivência e alertou para os riscos de permanecer em relacionamentos por necessidade financeira ou emocional.
“Não se iludam. É melhor evitar do que se submeter a certas situações”, disse, ao reforçar que o número de feminicídios tem aumentado de forma alarmante.
O depoimento emocionado busca conscientizar e preservar vidas, para que outras famílias não precisem enfrentar a mesma dor vivida pela mãe de Ianca.
Por Patos Online
Com TV SOL
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