
Diante do cenário de destruição provocado pelas fortes chuvas que castigam a Paraíba, o Governo Federal anunciou neste sábado (2) o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para atuar no estado em apoio às ações emergenciais de socorro e assistência à população. A informação foi confirmada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que destacou a mobilização conjunta também para Pernambuco, outro estado severamente afetado pelos temporais.
Segundo Waldez Góes, os técnicos federais trabalharão em parceria com as defesas civis estaduais e municipais para realizar vistorias, mapear os prejuízos e adotar as providências necessárias para minimizar os impactos causados pelas chuvas. A ação atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que orientou apoio imediato às áreas em situação crítica.
Ainda não foram divulgadas oficialmente a data exata de chegada das equipes nem a quantidade de profissionais que serão deslocados para a Paraíba, mas a expectativa é de que a presença da Defesa Civil Nacional agilize o reconhecimento das áreas em situação de emergência e facilite a liberação de recursos federais para assistência humanitária e recuperação de infraestrutura.
Nas últimas 48 horas, diversos municípios paraibanos registraram alagamentos, famílias desalojadas, danos em pontes, estradas e residências, especialmente na Grande João Pessoa e no Litoral.
Em Santa Rita, um dos municípios mais castigados, vários bairros ficaram completamente alagados após o Rio Paraíba subir cerca de quatro metros. O Centro da cidade foi tomado pela água e famílias precisaram deixar suas casas. Na comunidade Canaã, moradores ficaram ilhados e foram resgatados com auxílio de motocicletas aquáticas. Dados do Cemaden apontam acumulado de 153 milímetros de chuva no município nas últimas 48 horas.
Na capital João Pessoa, o volume de chuva chegou a 219 milímetros no mesmo período, deixando pelo menos 11 famílias desabrigadas na comunidade Engenho Velho, que foram encaminhadas para abrigo provisório em uma escola no bairro Gramame.
Já em Bayeux, ao menos 45 famílias deixaram suas residências por causa dos alagamentos. Em Cabedelo, uma família precisou ser removida para abrigo, enquanto em Rio Tinto a prefeitura informou que cerca de 600 casas ficaram desalojadas.
Outro município em alerta é Conde, na Região Metropolitana, onde a prefeitura decretou situação de emergência por 180 dias após os transtornos causados por alagamentos, deslizamentos, infiltrações em imóveis, danos em estradas, pontes e bueiros.
Com a chegada da Defesa Civil Nacional, a tendência é que os municípios afetados tenham reforço técnico para levantamento de danos, orientação quanto aos procedimentos legais para solicitação de ajuda federal e ampliação da assistência às famílias atingidas.
As autoridades seguem monitorando as áreas de risco e a orientação é para que a população evite locais alagados, margens de rios, encostas e estruturas comprometidas, acionando os órgãos competentes em caso de emergência.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB
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