
Imagens de uma câmera de segurança trouxeram novos detalhes sobre a dinâmica da grave colisão que resultou na morte da fisioterapeuta Maria de Fátima Nóbrega Caldas, de 24 anos, na madrugada do último domingo (3), na Rua São José, no bairro Jardim Guanabara, em Patos.
O vídeo mostra o momento em que a jovem conduzia uma motoneta Honda Biz branca, por volta das 4h38, seguindo no sentido Rua São José-Centro, acompanhada da irmã Maria Rita, de 16 anos, e da prima Ítaly Lívia, de 19. As três trafegavam em baixa velocidade quando foram surpreendidas por um veículo Fiat Mobi Trekking, de cor cinza, conduzido por um homem de 39 anos, identificado como George Vilar Leite, que invadiu a contramão nas proximidades do cruzamento com a Rua Elias Asfora.
As imagens evidenciam que o carro fazia uma curva em alta velocidade e já trafegava totalmente na contramão no momento da colisão. O impacto foi violento e inevitável. Com a força da batida, o automóvel chegou a tombar lateralmente antes de se estabilizar.
Veja o vídeo abaixo:
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Maria de Fátima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levada ao Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois, por volta das 8h10.
As outras duas ocupantes da motocicleta também ficaram feridas. Elas passaram por procedimentos médicos e seguem internadas, em estado estável, em recuperação pós-operatória.
De acordo com o Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPTran), o condutor do carro, George Vilar Leite, apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da ocorrência e se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Ele foi preso em flagrante e, ainda no domingo, passou por audiência de custódia no Fórum Miguel Sátyro. Na ocasião, o juiz plantonista homologou a prisão e determinou a conversão em prisão preventiva, atendendo a pedido do Ministério Público.
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do caso, ressaltando que o investigado dirigia sob efeito de álcool, em velocidade incompatível com a via e na contramão de direção. Para a Justiça, essas circunstâncias indicam que o motorista assumiu o risco de provocar a morte.
O juiz também considerou que a liberdade do acusado poderia representar risco à ordem pública, justificando a manutenção da prisão preventiva.
Inicialmente, o caso havia sido enquadrado como lesão corporal no trânsito e condução sob efeito de álcool. No entanto, após análise dos elementos colhidos, houve reclassificação para homicídio doloso — quando há entendimento de que o condutor assumiu o risco de matar.
Com a decisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.
O caso gerou forte comoção em Patos e reacende o alerta sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.
Por Patos Online
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