
A delegada Elisa Zandoná, titular da Delegacia da Mulher de Patos, classificou como “alarmante” o número de casos de violência doméstica registrados no município e destacou o trabalho contínuo das forças de segurança no enfrentamento aos agressores. A declaração foi dada em entrevista à reportagem da Rádio Espinharas.
Segundo a delegada, a rotina da unidade tem sido intensa, com cumprimento frequente de mandados de prisão e prisões em flagrante relacionadas à violência contra a mulher. Elisa Zandoná afirmou que o trabalho das equipes é “incansável” diante da alta demanda de ocorrências e pedidos de medidas protetivas.
Durante a entrevista, a delegada ressaltou que, apesar do aumento no número de denúncias, isso também representa um avanço no combate à subnotificação, já que muitas vítimas deixavam de procurar ajuda por medo, vergonha ou sentimento de culpa.
“Queremos que as mulheres venham à tona sabendo que são, sim, vítimas daquela situação, que não têm por que temer ou sentir vergonha, porque estamos aqui para garantir proteção e apoio”, destacou.
A delegada fez um apelo para que mulheres vítimas de violência procurem a polícia logo nos primeiros sinais de agressão, sem esperar que a situação se agrave. Ela explicou que a violência doméstica pode se manifestar de diversas formas, indo além da agressão física. Conforme previsto na Lei Maria da Penha, existem diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo violência psicológica, patrimonial, financeira e física. Segundo Elisa Zandoná, muitos casos começam com atitudes aparentemente pequenas, como ciúmes excessivos, controle e comportamentos possessivos, podendo evoluir para situações mais graves.
A delegada também destacou a atuação conjunta da Delegacia da Mulher com a Patrulha Maria da Penha, realizada em parceria com a Polícia Militar, no acompanhamento e proteção das vítimas que possuem medidas protetivas.
“Elas não devem esperar chegar ao limite. A violência possui um padrão progressivo e pode começar de forma psicológica até atingir níveis mais graves”, alertou.
Ainda de acordo com a delegada, não existe um perfil específico para as vítimas ou agressores. Casos de violência doméstica atingem mulheres de todas as classes sociais, níveis culturais e faixas etárias.
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